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Caracterização imunológica e funcional da proteína 2 das roptrias (RON2) de Plasmodium vivax

Processo: 12/17060-3
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de novembro de 2012 - 31 de outubro de 2014
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Parasitologia - Protozoologia de Parasitos
Pesquisador responsável:Irene da Silva Soares
Beneficiário:Irene da Silva Soares
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Pesq. associados:Daniel Youssef Bargieri ; Fabio Trindade Maranhão Costa
Assunto(s):Malária  Plasmodium vivax  Vacinas antimaláricas  Resposta imune  Expressão de proteínas  Proteínas recombinantes  Proteínas das roptrias 

Resumo

A malária é uma das prioridades da pesquisa mundial na área de desenvolvimento de vacinas, sendo o Plasmodium vivax a espécie com maior distribuição geográfica no mundo e a mais prevalente nas Américas. Ao contrário do Plasmodium falciparum, atualmente não há nenhuma vacina contra o P. vivax em fase de testes clínicos avançados sendo feito no homem. Nos últimos 15 anos, estudamos diversos aspectos da resposta imune naturalmente adquirida contra proteínas recombinantes derivadas de antígenos de formas sanguíneas de Plasmodium vivax. Dentre os antígenos considerados promissores como candidatos a vacina, destacamos o Antígeno 1 de Membrana Apical (AMA1), o qual foi caracterizado pelo nosso grupo como sendo altamente imunogênico em infecções naturais (Rodrigues et al. 2005; Morais et al. 2006; Barbedo et al. 2007; Múfalo et al. 2008) e em camundongos imunizados (Múfalo et al. 2008 ; Gentil et al. 2010). Mais recentemente, adenovirus recombinantes baseados em AMA1 foram gerados e utilizados para imunização de camundongos, utilizando protocolo de indução e reforço (prime-boost) heterólogo com proteína e/ou vírus recombinante (Bouillet et al. 2011). Estes estudos serviram de base para testes pré-clínicos em macacos do gênero Aotus, os quais estão sendo conduzidos pelo Dr. Oscar Bruña Romero (UFMG). Em paralelo, obtivemos uma patente internacional para o uso destas proteínas e adenovírus recombinantes visando o desenvolvimento de vacinas contra o P. vivax. Por outro lado, pouco se sabe sobre a função dessa proteína, assim como dos anticorpos anti-AMA1 induzidos pela infecção natural ou pela imunização com proteínas recombinantes, na presença de adjuvantes. No caso específico do P. vivax, isso se deve a algumas dificuldades técnicas, como a ausência de um sistema eficiente de cultura do parasita in vitro e a falta de um modelo experimental para estudos de proteção, uma vez que essa espécie não infecta camundongos. Com base em estudos recentes com Toxoplasma gondii e P. falciparum que demonstraram que AMA1 interage com proteínas das roptrias (RON2 e RON4), durante o processo de invasão do eritrócito, o nosso objetivo é expressar e caracterizar a proteína RON2 de P. vivax visando responder as seguintes perguntas: i) a proteína RON2 é imunogênica? ii) RON2 de P. vivax interage com AMA1?, iii) anticorpos contra AMA1 e/ou RON2 são capazes de inibir essa interação in vitro? A nossa hipótese é de que esse complexo é conservado em P. vivax e, se confirmada, poderemos explorar esse ensaio para avaliar a funcionalidade dos anticorpos gerados pela imunização com as proteínas recombinantes AMA1 e RON2 de P. vivax. (AU)

Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
SALGADO-MEJIAS, PERLA; ALVES, FLAVIO L.; FRANCOSO, KATIA S.; RISKE, KARIN A.; SILVA, EMERSON R.; MIRANDA, ANTONIO; SOARES, IRENE S. Structure of Rhoptry Neck Protein 2 is essential for the interaction in vitro with Apical Membrane Antigen 1 in Plasmodium vivax. Malaria Journal, v. 18, JAN 25 2019. Citações Web of Science: 0.

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