Resumo
Relatos de transmissão de doenças de veiculação hídrica, relacionadas ao abastecimento de água para consumo humano, inclusive em países desenvolvidos, têm sido registrados, com especial atenção à detecção e ao controle dos protozoários Cryptosporidium spp. e Giardia spp. A principal fonte de contaminação dos recursos hídricos por esses patógenos é o descarte de esgoto doméstico (tratado ou não) nos corpos de água que comumente são utilizados como mananciais. Apesar dos esforços empenhados para tratar o esgoto, as técnicas disponíveis não removem 100 % dos patógenos nele presente. No Brasil, os serviços de coleta, transporte e tratamento de esgoto ainda são deficientes contemplando apenas cerca de 70 % de todo esgoto produzido. Somando-se a isso aos relatos de surtos de veiculação hídrica por protozoários já registrados no país, fica evidente a fragilidade dos sistemas de abastecimento de água em relação à real possibilidade de ocorrência de surtos. Apesar dos avanços alcançados no meio acadêmico brasileiro em relação à presença de patógenos na água, ainda há muitas incertezas relacionadas às tecnologias aplicáveis para potabilização da água e ao adequado tratamento de esgoto. A importante etapa de desinfecção, a disponibilização dos resíduos gerados nos tratamentos de água e esgoto e, e o conhecimento das espécies e potencial de infecção dos patógenos presentes nos mananciais brasileiros precisam ser melhor avaliados, com objetivo de gerar conhecimentos que suportem o estabelecimento de tecnologias de tratamentos, garantindo assim saúde ambiental e consequentemente da população. (AU)
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