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A fluorescência a laser e o exame radiográfico não tem benefícios para a detecção de lesões de cárie em dentes decíduos

Resumo

Guias de protocolos clínicos recomendam que dentistas façam tomadas radiográficas para detectar lesões não detectadas pelo exame visual; entretanto, frente à baixa prevalência da doença cárie em diversos países, nós levantamos a hipótese que métodos diagnósticos complementares não melhorariam significantemente a detecção de lesões cariosas quando comparados à detecção de lesões em molares decíduos comparada ao exame visual realizado isoladamente. Assim, nós avaliamos o desempenho da inspeção visual, isoladamente ou em conjunto aos métodos radiográficos e de fluorescência a laser (DIAGNOdent pen), na detecção de lesões de cárie oclusais e proximais em molares decíduos. Dois examinadores avaliaram crianças que buscaram tratamento odontológico utilizando as diferentes estratégias para diagnóstico. O padrão de referência envolveu a separação temporária das superfícies proximais e validação operatória das superfícies oclusais. Foram calculados os valores de sensibilidade, especificidade, acurácia e utilidade para as diferentes estratégias testadas. A combinação simultânea dos métodos aumentou os valores de sensibilidade, diminuindo, no entanto, os valores de especificidade. Além disso, diferenças não foram observadas na acurácia e utilidade, que são parâmetros que sofrem influência da prevalência de cárie na população. Em conclusão, os métodos adjuntos de fluorescência a laser e radiografia não oferece benefícios na detecção de lesões de cárie em dentes decíduos comparado com o exame visual isolado; portanto, os guias de protocolos clínicos atuais deveriam ser reavaliados. (AU)

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