| Processo: | 12/13604-9 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de dezembro de 2012 |
| Data de Término da vigência: | 30 de novembro de 2014 |
| Área do conhecimento: | Ciências da Saúde - Medicina - Cirurgia |
| Pesquisador responsável: | Norma Sueli Pinheiro Módolo |
| Beneficiário: | Norma Sueli Pinheiro Módolo |
| Instituição Sede: | Faculdade de Medicina (FMB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | Botucatu |
| Assunto(s): | Anestesiologia Lesão renal aguda Biomarcadores Lipocalina-2 Alopurinol Reperfusão Ratos |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | alopurinol | Lesão de isquemia | Ngal | Proteção Renal | Ratos | reperfusão | Anestesiologia |
Resumo
O termo Insuficiência Renal Aguda (IRA) foi usado inicialmente em 1951 por Homer Smith. As definições imprecisas de disfunção renal têm impedido o avanço, existindo mais de 35 definições diferentes. O grupo de estudos Acute Dialysis Quality Initiative desenvolveu uma diretriz para o manejo de lesão renal aguda e sugeriu a classificação RIFLE, quando foi proposto o uso do termo lesão renal aguda (LRA) ao invés de IRA. Nela os primeiros três itens representam o grau de gravidade e os últimos dois são critérios de prognóstico. A creatinina sérica e o débito urinário são usados para indicar disfunção renal, porém com uma taxa de mudança muito baixa, limitando o seu uso no diagnóstico precoce de LRA. A literatura tem apresentado diversos biomarcadores que prometem detecção precoce da LRA. Entre os biomarcadores podemos citar IL-18, NGAL, KIM-1 e cistatina-C. A expressão de NGAL ocorre nos neutrófilos e outras células epiteliais inclusive do túbulo contornado proximal e em uma revisão sistemática recente os autores concluíram que a NGAL parece ter valor diagnóstico e prognóstico para LRA. No dano celular por isquemia, inicialmente ocorre depleção de ATP com perda definitiva da função mitocondrial, impedindo a regeneração de ATP após reperfusão. Após ocorrem alterações no citoesqueleto, aumento do cálcio intracelular, ativação de enzimas, alterações no metabolismo do óxido nítrico, inflamação intersticial, alteração nos receptores de adesão e integrinas e formação de espécies reativas de oxigênio (ERO). Uma das fontes de ERO é a enzima xantina-oxidase (XO). Após reperfusão, com o acúmulo do substrato hipoxantina somado a reentrada de oxigênio molecular, uma superprodução de superóxido ocorre. A conversão de hipoxantina em xantina via XO é a maior fonte potencial de ERO, que parecem exercer uma importante função na gênese da lesão de isquemia-reperfusão. Já se sabe que a lesão de isquemia-reperfusão é mediada pela produção de radicais livres. O inibidor da XO, alopurinol, tem um efeito protetor sobre a lesão de isquemia-reperfusão em miocárdio de várias espécies. O mecanismo de como o alopurinol exerce esse efeito protetor ainda não foi esclarecido, uma das possibilidades levantadas é o efeito protetor do alopurinol em tecido isquêmico ser mediado pela inibição da formação de radicais livres. Após aprovação da Comissão de Ética em Experimentação Animal da Faculdade de Medicina de Botucatu, serão incluídos no estudo 40 ratos machos, Wistar, com peso maior de 250 grs, fornecidos pelo Biotério Central do Campus de Botucatu, alocados em quatro grupos experimentais: Grupo S (Sham) (n=10) (laparotomia + nefrectomia direita). Grupo C (Controle) (n=10) (laparotomia + nefrectomia direita + alopurinol na dose de 20 mg.kg-1.d-1). Grupo A (n=10) (laparotomia + nefrectomia direita + alopurinol na dose de 20 mg.kg-1.d-1 + manobras de isquemia e reperfusão renal esquerda. Grupo I (n=10) (laparotomia + nefrectomia direita + manobras de isquemia e reperfusão do rim esquerdo). Todos os animais serão anestesiados da mesma forma: indução anestésica com isoflurano a 3% e manutenção com isoflurano na concentração inspirada de 1,5 a 2%. Será administrado alopurinol, por via oral 24, 12 e 1 h antes da clipagem da artéria renal, na dose de 100 mg/kg. Quinze minutos após a nefrectomia será realizado clampeamento da artéria renal esquerda e liberada após 20 minutos. Segue-se o fechamento do abdome por meio de sutura da parede. A analgesia pós-operatória será feita com nalbufina subcutânea na dose de 0,1 mg/kg de 12/12 hs. Vinte e quatro horas após a cirurgia, os animais serão submetidos a nova laparotomia para realização de nefrectomia esquerda, e a seguir eutanasiados. Serão avaliados os seguintes parâmetros: pressão arterial diastólica, sistólica e média, frequência cardíaca, temperatura retal, capnometria, dosagem plasmática de NGAL (neutrophil gelatinase-associated lipocain) e exame histológico dos rins. (AU)
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