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CIPHER - Estudo colaborativo e integrado para estimativa de risco em gestações complicadas

Processo: 12/15827-5
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de dezembro de 2012 - 30 de novembro de 2015
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Saúde Materno-infantil
Pesquisador responsável:José Guilherme Cecatti
Beneficiário:José Guilherme Cecatti
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Médicas (FCM). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Assunto(s):Obstetrícia  Complicações pós-operatórias  Mortalidade materna  Cuidados intensivos 

Resumo

O objetivo do estudo é identificar variáveis para predizer o resultado de gestantes e mulheres no pós-parto criticamente doentes. Antecedentes: A mortalidade materna é uma ocorrência rara no mundo desenvolvido, com uma razão de mortalidade materna ajustada de 12-24 por 100.000 NV na América do Norte. Contudo, no mundo, aproximadamente 350.000 mulheres morrem cada ano por complicações relacionadas à gravidez1. As admissões maternas em Unidades de Terapia Intensiva (UTI) seguem ambas, as complicações obstétricas e não obstétricas na gestação. 0.25-1.5% das internações hospitalares durante a gestação requerem admissão em UTI. Cerca de dois terços destas admissões são devidas a causas obstétricas (e.g. hemorragia e pré-eclâmpsia) e um terço é devido a complicações maternas médicas ou cirúrgicas. Gestantes com condições médicas subjacentes estão super-representadas em estatísticas de mortalidade materna morbidade materna grave.Existe um grande número de modelos de predição de resultados do cuidado crítico em UTI para predizer a mortalidade hospitalar, pela incorporação de medidas de desarranjo fisiológico e co-morbidades. Os modelos mais comumente usados são o Acute Physiology and Chronic Health Evaluation (APACHE) e o Simplied Acute Physiology Score (SAPS). Seu uso em populações obstétricas admitidas em UTI por razões obstétricas para predizer a mortalidade hospitalar tem a tendência de superestimar a mortalidade.A gestação e o estado puerperal tem uma fisiologia única. O trabalho cardíaco materno, a frequência respiratória e cardíaca aumentam na gravidez11. Da mesma forma, os valores sanguíneos maternos "normais" estão alterados na gravidez, com menores níveis de creatinina, hematócrito e ureia sanguínea. Nenhum modelo de predição de resultado foi desenhado especificamente para uso em pacientes obstétricas. A identificação de variáveis que predizem o resultado de mulheres grávidas ou puérperas admitidas em UTI é o primeiro passo para o desenvolvimento de um novo modelo de predição clínica para pacientes obstétricas em UTI. Tal ferramenta ajudará na provisão de um manejo mais agressivo para aquelas que mais o necessitam. MÉTODO: Trata-se de um estudo multicêntrico internacional envolvendo 15 hospitais terciários com unidades de terapia intensiva para o tratamento de complicações obstétricas em 10 países. Será desenvolvido um modelo de predição de mortalidade materna e morbidade materna grave com dados retrospectivamente coletados de todas as mulheres que foram admitidas nas UTI dos centros participantes no período de 2001 a 2010 com alguma complicação associada à gestação. Estima-se que o modelo será desenvolvido com informações referentes a 15.000 pacientes, prevendo-se a disponibilidade de informações de 100 pacientes por ano por centro participante do estudo, com um total aproximado de 1400 casos no centro brasileiro. Variáveis sócio demográficas, clínicas e laboratoriais rotineiramente coletadas para essas mulheres em UTI serão incluídas em um modelo de regressão stepwise backward para a predição de resultados maternos adversos. A performance deste modelo será avaliada usando a área sob a curva (AUC) da receiver operating characteristic (ROC). Técnicas de bootstrapping padronizadas serão usadas para avaliar potential overfitting. (AU)

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