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Educação inclusiva bilíngue: acompanhamento e implicações para ações pedagógicas junto a alunos surdos no ensino fundamental

Resumo

A política educacional vigente indica a inclusão de toda a criança na escola regular, respeitando suas necessidades e peculiaridades, todavia tais cuidados nem sempre lhe são proporcionados. Este é o caso da inclusão escolar de crianças e jovens surdos, que por sua dificuldade de acesso à língua utilizada pela maioria, ficam alijados dos processos de ensino-aprendizagem; como consequência é comum que, após anos de escolarização, não apresentarem um domínio mínimo dos conceitos ministrados. Assim, torna-se urgente desenvolver, principalmente na educação básica, práticas pedagógicas atentas às necessidades de sujeitos surdos e iniciativas que propiciem a aquisição e o uso da Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) no espaço escolar. Além disso, ações nesta direção tornaram-se obrigatórias com a publicação do Decreto Federal 5.626/05 que trata da educação de surdos. Assim, este projeto pretende realizar ações de acompanhamento e pesquisa vinculadas a um programa inclusão de alunos surdos junto a uma Escola Municipal de Ensino Fundamental no Município de São Carlos-SP. Essa experiência tem como princípio o desenvolvimento de uma educação bilíngue para estudantes surdos e, por esta razão, incorpora a LIBRAS ao espaço escolar e busca implementar metodologias e práticas didáticas apropriadas aos alunos surdos incluídos. Os objetivos deste projeto abrangem os seguintes ângulos de intervenção e análise: da formação continuada de toda a equipe da escola no que concerne ao trabalho bilíngue com surdos; dos acontecimentos em sala de aula, onde devem ser desenvolvidas diretrizes pedagógicas e estratégias de ensino para alunos surdos; da atuação de professores bilíngues na formação básica de alunos surdos em salas/disciplinas cuja língua de instrução é a LIBRAS, do uso da língua de sinais na escola, compreendendo se ela permite/favorece a construção de conhecimentos pelos alunos surdos; e do lugar social que estes alunos ocupam nas relações interpessoais por meio da observação das atividades que desenvolvem e dos modos como os outros (alunos surdos ou não e adultos) interagem com eles. Para tanto, o trabalho na escola, em sala de aula e extraclasse será documentado através de registros em diários de campo e vídeo-gravações que serão utilizados para reflexões, formação, análises e avaliações da efetividade da prática realizada. (AU)

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