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Efeito do emprego da toxina botulínica associado à orientação dietética no tratamento pré-operatório do superobeso

Processo: 12/14165-9
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de fevereiro de 2013 - 31 de janeiro de 2017
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina
Pesquisador responsável:Eduardo Guimarães Hourneaux de Moura
Beneficiário:Eduardo Guimarães Hourneaux de Moura
Instituição-sede: Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HCFMUSP). Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil
Pesq. associados: Mariana Souza Varella Frazão
Assunto(s):Clínica médica  Gastroenterologia  Obesidade  Cuidados pré-operatórios  Apoio nutricional  Toxinas botulínicas 

Resumo

Obesidade é uma condição na qual o peso de uma pessoa é superior àquele compatível com a manutenção da saúde e do bem-estar. A prevalência tem crescido nos países do ocidente na última década, alcançando proporções epidêmicas. Estima-se que 97 milhões de adultos nos Estados Unidos estejam acima do peso ou obesos, apresentando Índice de Massa Corpórea (IMC) superior a 252. No Brasil estima-se que 40% (70.000.000) da população esteja acima do peso ideal, sendo a obesidade responsável por cerca de 80.000 mortes ao ano com um aumento detectado de 240% em 10 anos só na obesidade infantil. Essa afecção gera aumento da morbimortalidade, a ponto de, na sua forma mais grave, ser nomeada de obesidade mórbida. Os custos anuais de seu tratamento atingem a casa das dezenas de bilhões de dólares. A obesidade tem sido tradicionalmente tratada por programas que envolvem dietas, exercícios, orientações comportamentais e psicológicas, além da utilização de drogas para diminuição do apetite. Essa abordagem porém, apesar de conseguir reduzir o peso, não consegue manter os resultados a longo prazo2- 8.Um dos métodos objetivos para medir a obesidade é o IMC, que classifica o peso relacionando-o com a altura do paciente. Atualmente, sobrepeso é definido como um IMC de 25 a 29,9 kg/m² e obesidade é considerada como sendo um IMC de 30 kg/m² ou mais9. Obesidade extrema ou mórbida é geralmente definida como um IMC igual ou maior que 40 kg/m². Superobesidade é definida pelo IMC de 50 kg/m² ou mais e é uma categoria em crescimento. Uma grande preocupação para o paciente obeso é o aumento substancial das complicações associadas à obesidade, doença multifatorial, que eleva os riscos de morbidade e mortalidade, visto que algumas desordens como diabetes mellitus tipo 2, hipertensão arterial sistêmica, doença cardiovascular, cerebrovascular, osteoartrite, distúrbios hepatobiliares e apnéia do sono são frequentes nestes pacientes.A doença tem sido associada ao aumento da mortalidade em geral e tida como responsável direta pela morte de 300.000 pessoas por ano. O tratamento cirúrgico é o método mais efetivo na maioria dos pacientes, principalmente nos obesos mórbidos, entretanto apresenta taxas de complicações de 5 a 8% e mortalidade de aproximadamente 1%. De fato, apesar dos riscos, a cirurgia para perda de peso tem menor incidência de mortalidade que a obesidade não tratada ao longo do tempo. A razão para esta perda de 10% do excesso de peso é que, mesmo uma modesta redução poderá diminuir significativamente os riscos de doenças relacionadas à obesidade, como disfunções pulmonares, diabetes, hipertensão e outros riscos fisiológicos associados às comorbidades. Além de melhorar o estado de saúde geral do paciente previamente à cirurgia bariátrica, a perda de peso pré-operatória vai atestar a disposição do paciente em perder peso, reduzir riscos de complicações perioperatórias, acostumá-lo a um estilo de vida com restrição alimentar e possivelmente aumentar a redução de peso total. Esses fatores em conjunto podem aumentar a probabilidade de sucesso na redução de peso em longo prazo. (AU)