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Obtenção de tubetes biodegradáveis de germinação e plantio a partir de resíduo industriais e urbanos de fontes renováveis

Processo: 12/50968-9
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas - PIPE
Vigência: 01 de julho de 2013 - 31 de março de 2016
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Agronomia
Convênio/Acordo: FINEP - PIPE/PAPPE Subvenção
Pesquisador responsável:Patrícia Ponce
Beneficiário:Patrícia Ponce
Empresa:Bio & Green Indústria de Produtos Biodegradáveis Ltda
Município: São Paulo
Assunto(s):Resíduos industriais  Resíduos biodegradáveis  Resíduos urbanos  Bagaço de cana-de-açúcar  Fibras vegetais 

Resumo

A atividade industrial e dos centros urbanos freqüentemente gera resíduos nocivos ao meio ambiente. Lançados na natureza, eles poluem e prejudicam a vida em certos ecossistemas, além de colocar em risco a saúde humana. Poucos sabem que geram mais de um quilo de resíduo no simples ato de beber um copo com 250 mL de água de coco verde. No verão, com o aumento do consumo, as cascas do fruto podem representar 80% do lixo coletado nas grandes cidades. No Rio de Janeiro, estimativas indicam 630 toneladas de cascas por dia que vão parar no aterro sanitário de Gramacho, cujo tempo de vida útil está quase esgotado. Em Fortaleza, os resíduos das praias somam 40 toneladas por dia. O maior resíduo da agroindústria brasileira, no entanto, é o bagaço da cana de açúcar. Estima-se que a cada ano sobrem de 5 a 12 milhões de toneladas deste material, que correspondem aproximadamente a 30% da cana moída (pesquisa FAPESP, 1998). O objetivo deste projeto é o reaproveitamento destes resíduos, todos originados de matérias-primas de fontes renováveis - tais como fibras de coco, sisal e bagaço da cana de açúcar, fibras de curauá, juta e cascas de café e arroz - na produção, em escala industrial, de espumas biodegradáveis, compostáveis e recicláveis para a fabricação de tubetes de germinação-e plantio direto de sementes na terra em substituição aos tubetes tradicionais de plásticos. A empresa irá automatizar e aperfeiçoar o sistema de produção de tubetes de plantio comercializando-os a preços competitivos. Eles deverão ter alta resistência mecânica de modo a se manterem intactos até o crescimento da muda em viveiro e posterior plantio. Usando nanotecnologia, a BIO&GREEN irá incorporar cargas minerais e fertilizantes aos resíduos de fontes renováveis para a fabricação de tubetes ativos, fornecendo um teor adequado de nutrientes ao desenvolvimento da muda e reduzir, assim, a adubação por meio da água de irrigação e substrato. O reaproveitamento das fibras usadas na composição das espumas da empresa dará um destino aos descartes da produção industrial e de centros urbanos, reduzirá a dependência de petróleo e o problema da eliminação do lixo plástico de 400 anos para apenas 60 dias (tempo estimado de decomposição dos tubetes da nossa empresa), proporcionando uma nova e vantajosa alternativa ao uso de plásticos como o poluente isopor. Além disso, a utilização de resíduos de matérias-primas de fonte renovável contribuirá para gerar renda e emprego a pequenas comunidades carentes espalhadas pelo Brasil que os utilizam como base da economia local, fixando o trabalhador no campo e evitando o inchaço das cidades e explosões de urbanização descontrolada. (AU)

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