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Caracterização química, mineralógica e radiológica da lama negra de Peruíbe e avaliação clínica dos efeitos da fangoterapia em pacientes com osteoartrite de joelhos

Processo: 12/16642-9
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de fevereiro de 2013 - 31 de julho de 2015
Área do conhecimento:Engenharias - Engenharia Nuclear - Aplicações de Radioisótopos
Pesquisador responsável:Paulo Sergio Cardoso da Silva
Beneficiário:Paulo Sergio Cardoso da Silva
Instituição-sede: Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN). Secretaria de Desenvolvimento Econômico (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil
Pesq. associados:Marcelo Francis Máduar ; Zélia Maria Nogueira Britschka
Assunto(s):Química nuclear  Terapia por lama  Osteoartrite 

Resumo

O uso da Lama Negra de Peruíbe é tradicionalmente feito, e também atualmente, através de aplicações do pelóide em sua forma natural após um período de maturação que preserva a rica flora bacteriana presente neste composto, sendo inclusive apregoado que ela só pode ser usada desta maneira. Para a maturação se utiliza água marinha, visando a descontaminação da Lama Negra tornando-a pronta para uso. Embora amplamente utilizada em todo mundo, os mecanismos de ação terapêuticos da aplicação de lama (fangoterapia) ainda não são compreendidos, principalmente quando se considera as diferentes origens e composição das lamas utilizadas. Neste sentido várias hipóteses têm sido consideradas na tentativa de esclarecer tais mecanismos. Dentro de um grande universo de patologias que respondem positivamente ao uso da Lama Negra, as artroses crônicas são as que apresentam resposta com maior rapidez e eficácia, sendo também uma patologia presente em um grande número de pessoas e desta forma é, portanto, possível compor com facilidade dois grupos de observação. Desta forma, esta a patologia foi escolhida para a realização deste estudo para verificação da eficácia da aplicação da lama em pacientes que apresentam osteoartrose de joelhos, bem como uma comparação entre o efeito terapêutico da Lama Negra maturada e o da Lama Negra maturada e esterilizada por radiação gama. O estudo será realizado pelo método de observação duplo cego, onde nem o aplicador e nem o paciente saberão quem esta recebendo a Lama Negra esterilizada e a não esterilizada. Os grupos serão formados por 25 pessoas cada um e os pacientes serão acompanhados por um período de 9 semanas, sendo o método de observação baseado em informações subjetivas colhidas pelo tabela de Lequesne modificada e WOMAC. A eficácia do efeito terapêutico será avaliada pela dosagem dos mediadores pró-inflamatórios de citocinas (IL-1, IL-6, IL-18, PGE2 e TNF-alfa) e também serão coletados dados demográficos, clínicos e de exames físico e radiográfico.Simultaneamente, serão realizadas análises visando um aprofundamento do conhecimento a cerca da composição mineralógica, química, radioativa e microbiológica da Lama Negra de Peruíbe, objetivando um conhecimento mais sistematizado das características íntimas do pelóide, afastando a possibilidade de que o uso este material possa de alguma forma vir a causar algum efeito negativo sobre a saúde humana. Para a realização destas caracterizações, serão utilizadas as técnicas de difração por raios-X para determinação da composição mineralógica da lama, fluorescência de raios-X para determinação dos constituintes maiores SiO2, Al2O3, MnO, MgO, CaO, Na2O, K2O, TiO2, P2O5, Fe2O3 e dos elementos traço Cu, Ga, Nb, Ni, Sr, V, Y e Zr, análise por ativação neutrônica para determinação dos elementos As, Ba, Br, Ce, Cl, Co, Cr, Cs, Eu, Fe, Hf, K, La, Lu, Na, Nd, Rb, Sb, Sc, Sm, Ta, Tb, Th, U, Yb e Zn, absorção atômica para determinação de Ca, Pb e Hg, espectrometria gama para determinação dos radionulídeos 226Ra, 228Ra, 210Pb e 40K, determinação do teor de matéria orgânica, enxofre e nitrogênio e estudo da especiação por meio de extração sequencial. Os procedimentos analíticos serão realizados no Laboratório de Análise por Ativação do IPEN e Instituto de Geociência da USP enquanto que os procedimentos clínicos serão realizados nas instalações do Complexo Thermal de Peruíbe. (AU)

Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
CARDOSO DA SILVA, PAULO SERGIO; TORRECILHA, JEFFERSON KOYAISHI; DE MACEDO GOUVEA, PAULO FLAVIO; MADUAR, MARCELO FRANCIS; BARROS DE OLIVEIRA, SONIA MARIA; SCAPIN, MARCOS ANTONIO. Chemical and radiological characterization of Peruibe Black Mud. APPLIED CLAY SCIENCE, v. 118, p. 221-230, DEC 2015. Citações Web of Science: 5.

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