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Aventuras Sociológicas no Campo da Saúde

Processo: 12/21107-5
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Livros no Brasil
Vigência: 01 de março de 2013 - 28 de fevereiro de 2014
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Saúde Coletiva
Pesquisador responsável:Rodolfo Franco Puttini
Beneficiário:Rodolfo Franco Puttini
Instituição-sede: Faculdade de Medicina (FMB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu , SP, Brasil
Assunto(s):Conhecimento  Ciências sociais 

Resumo

"Aventuras Sociológicas no Campo da Saúde" tem a intenção de inaugurar um campo de reflexão para profissionais, partindo de temas pouco valorizados nas escolas de saúde. Para tal, ousamos questionar o Método, desorganizar a Ciência e abrir espaço para Indisciplinas que acolham o dado impuro e o resultado inconcluso. A nossa inspiração maior, Marcel Mauss, que, em 1934, considerou as técnicas corporais como atos fisio-psico-sociais, contrariando as bem comportadas separações entre cultura e natureza que sustentam a epistemologia moderna. Assim, convidamos o leitor a participar da experiência desse olhar sobre o corpo e a identificar nele a natureza, a cultura, a sociedade e a história. Isso implica em desobedecer a ordem das epistemologias, descolonizar racionalidades e inventar sincretismos. Também identificados com os desafios de Bruno Latour, damos voz aos campos de conhecimentos híbridos de natureza e cultura, que têm um exemplo na Educação Física/Motricidade Humana. Mas, não nos esqueçamos, também, das outras disciplinas das Ciências da Saúde, como a Enfermagem, a Fisioterapia, a Fonoaudiologia, a Nutrição, em um contexto em que a Medicina é prática de saúde hegemônica. Procuramos nessas fronteiras epistêmicas dar dignidade às diversas experiências coletivas como as religiosas, as alimentares, as afetivas, as familiares, as comunitárias, as festivas, as ritualísticas, as simbólicas, as subjetivas, aos tabus... Enfim, tudo que anima a vida como fonte de imanência e transcendência ao corpo e à alma. Lembramos que a Organização Mundial de Saúde (OMS) adotou, em 1946, uma perspectiva prática aproximada dessa abordagem teórica. Então, de que lugar falamos? Como se apresenta no pensamento pós-colonial de Salman Rushdie, encontramo-nos entre duas culturas, como que sentados entre duas cadeiras, entre a cultura do corpo e a cultura da sociedade. Estamos entre-lugares... Enfim, os quatro temas de que trata esse livro expressam o estado da arte desta nossa primeira iniciativa. Carlos Eduardo Marotta Peters apresenta nosso papel como intelectuais brasileiros atuantes diante das ideologias do campo da saúde; Maria Thereza Lemos de Arruda Camargo mostra que é possível trazer para o campo da saúde uma discussão sobre as margens das ciências da saúde, a medicina popular; Angel Martínez-Hernáez discute os problemas da cultura da globalização e do consumo em nossas vidas; e Paulo Henrique Martins oferece o paradigma da dádiva como um modelo de atuação nessas circunstâncias especiais da modernidade. (AU)