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Políticas de desenvolvimento de atividades tecnológicas em filiais brasileiras de multinacionais

Resumo

Desde os anos oitenta é possível observar um significativo movimento de integração mundial das funções corporativas das empresas multinacionais (EMNs). A função tecnológica também faz parte desse processo, à medida que a integração mundial das atividades tecnológicas, as de P&D em particular, vem favorecendo a criação de redes globais de P&D no interior das EMNs. A necessidade de aproveitar ao máximo as capacidades existentes nos diversos países de implantação dessas firmas e ao mesmo tempo racionalizar o processo de geração de conhecimento conduz a novas configurações dos esforços tecnológicos. Isto significa mudança no número de localizações em que atividades tecnológicas são executadas, no processo de definição dessas localizações e nas atribuições correspondentes. As atividades tecnológicas das EMNs fora de seus países de origem, que costumavam ser vistas como marginais, passaram a ser destacadas pela crescente literatura internacional sobre internacionalização da P&D. Ainda assim, com poucas exceções, os países em desenvolvimento parecem à margem do fenômeno. Esse fenômeno coloca um conjunto de questões relativas à inserção das filiais brasileiras nas redes globais de P&D das EMNs. Por exemplo, em que medida o país vem recentemente atraindo investimentos em atividades de P&D das multinacionais? Quais os fatores que afetam essa capacidade de atração? Que políticas podem estimular esses investimentos? Quais os efeitos desses investimentos sobre o processo de aquisição local de capacidades tecnológicas? A resposta a questões desse tipo é de grande relevância para as políticas relacionadas ao investimento direto externo e ao desenvolvimento tecnológico do país. A pesquisa pretende ajudar a responder essas e outras questões que as antecedem por meio de uma análise das características das unidades tecnológicas das filiais de EMNs, articulando-a aos processos de reestruturação observados em nível internacional e às políticas de Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I). (AU)

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