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Malária autóctone em áreas de mata atlântica do estado de São Paulo: caracterização do problema e subsídios para seu controle

Processo: 03/06420-0
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Pesquisa em Políticas Públicas
Vigência: 01 de março de 2004 - 31 de outubro de 2007
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Saúde Coletiva - Saúde Pública
Pesquisador responsável:Gerhard Wunderlich
Beneficiário:Gerhard Wunderlich
Instituição-sede: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Instituição parceira: Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). Superintendência de Controle de Endemias (SUCEN)
Bolsa(s) vinculada(s):05/00447-9 - Malária autóctone em área de Mata Atlântica do Estado de São Paulo: caracterização do problema e subsídios para seu controle, BP.TT
05/00439-6 - Malária autóctone em área de Mata Atlântica do estado de São Paulo: caracterização do problema e subsídios para seu controle, BP.TT
05/00438-0 - Malária autóctone em área de Mata Atlântica do estado de São Paulo: caracterização do problema e subsídios para seu controle, BP.TT
Assunto(s):Epidemiologia  Prevenção de doenças  Malária  Doenças endêmicas  Mata Atlântica  São Paulo (SP) 
Publicação FAPESP:http://media.fapesp.br/bv/uploads/pdfs/Pesquisa...publicas_156_126_127.pdf

Resumo

Entre 1983 e 2001, a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo registrou 187 casos autóctones de malária adquiridos em áreas cobertas por Mata Atlântica, tendo como principais vetores Anopheles (Kerteszia) cruzii e A. (K.) bellator. Os principais focos estão na zona rural dos municípios de Peruíbe, São Sebastião e Juquitiba. Cerca de um quarto da população desses focos apresenta evidência sorológica de exposição recente a diversas variantes de Plasmodium vivax ou P. malariae, apesar do pequeno número de casos clínicos de malária. Estes dados sugerem uma alta prevalência de infecção assintomática, de difícil detecção pelos métodos parasitológicos tradicionais. Esses portadores assintomáticos podem servir como fonte de infecção para os vetores de diferentes regiões do estado, permitindo a disseminação da endemia. Este projeto colaborativo com a Superintendência de Controle de Endemias (SUCEN) (órgão responsável pelo planejamento e execução de medidas de controle de malária em São Paulo), objetiva: a) investigar a prevalência de infecção malárica (sintomática e assintomática), em populações humanas de focos com transmissão autóctone de malária detectada ao longo das duas últimas décadas, com o emprego de métodos diagnósticos de alta sensibilidade; b) identificar, através de técnicas microscópicas e moleculares (amplificação e seqüenciamento de genes informativos do ponto de vista taxonômico), as espécies de plasmódios responsáveis pela malária autóctone na região; c) identificar as possíveis fontes de infecção (humanas e não-humanas) para os vetores e d) caracterizar o padrão de imunidade antimalárica das populações humanas. Deste modo, objetiva-se fornecer subsídios para o planejamento de medidas de controle da malária adequadas as características epidemiológicas da região. (AU)

Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
KIRCHGATTER, KARIN; TUBAKI, ROSA MARIA; MALAFRONTE, ROSELY DOS SANTOS; ALVES, ISABEL CRISTINA; MACIEL DE CASTRO LIMA, GISELLE FERNANDES; GUIMARAES, LILIAN DE OLIVEIRA; ZAMPAULO, ROBSON DE ALMEIDA; WUNDERLICH, GERHARD. Anopheles (Kerteszia) cruzii (DIPTERA: CULICIDAE) IN PERIDOMICILIARY AREA DURING ASYMPTOMATIC MALARIA TRANSMISSION IN THE ATLANTIC FOREST: MOLECULAR IDENTIFICATION OF BLOOD-MEAL SOURCES INDICATES HUMANS AS PRIMARY INTERMEDIATE HOSTS. Revista do Instituto de Medicina Tropical de São Paulo, v. 56, n. 5, p. 403-409, SEP-OCT 2014. Citações Web of Science: 8.

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