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Mediterranização de uma refeição brasileira induz benefícios cardiometabólicos?

Resumo

Recentes modificações na dieta e na atividade física das populações elevaram a incidência de doenças crônicas não-transmissíveis associadas ao aumento da adiposidade corporal. Este quadro contribuiu para aumentar a mortalidade cardiovascular, motivando especialistas em saúde pública a tomar medidas de prevenção. Estudos têm mostrado que populações que consumem a dieta mediterrânea apresentam menor mortalidade por doenças cardiovasculares. Os benefícios desta dieta, rica em fibras e gorduras insaturadas, decorrem em parte dos efeitos destes nutrientes no estado inflamatório que precede doenças metabólicas e a aterosclerótica. Investigam-se os efeitos da alteração de uma refeição do cardápio brasileiro aproximando-o dos preceitos da dieta mediterrânea sobre o metabolismo lipídico, glicídico, inflamação subclínica e expressão de genes pró-inflamatórios. Será um ensaio clínico aberto, cruzado com duração de 10 semanas, incluindo adultos com excesso de peso, não-diabéticos. Os participantes passarão por 2 intervenções de 4 semanas no café da manhã, em ordem aleatória com wash-out de 2 semanas entre elas. Cafés da manhã isocalóricos (tipicamente brasileiro e mediterranizado) diferirão quanto ao conteúdo de fibras e tipos de ácidos graxos. Antes e após cada intervenção será feito teste agudo com café da manhã rico em gorduras (saturadas e insaturadas dependendo da intervenção), com coletas de sangue até os 240 minutos para determinação de glicose, insulina, lípides e marcadores inflamatórios; serão calculadas áreas sob a curva. Será analisada a expressão de certos genes pró-inflamatórios em leucócitos, antes e após cada intervenção. Será empregado teste t de Student ou os correspondentes não-paramétricos e p <0,05 considerado significante. (AU)

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Publicações científicas (4)
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
MONFORT-PIRES, MILENA; CRISMA, AMANDA RABELLO; BORDIN, SILVANA; FERREIRA, SANDRA ROBERTA G. Greater expression of postprandial inflammatory genes in humans after intervention with saturated when compared to unsaturated fatty acids. EUROPEAN JOURNAL OF NUTRITION, v. 57, n. 8, p. 2887-2895, DEC 2018. Citações Web of Science: 3.
MONFORT-PIRES, MILENA; FERREIRA, SANDRA ROBERTA G. Inflammatory and metabolic responses to dietary intervention differ among individuals at distinct cardiometabolic risk levels. NUTRITION, v. 33, p. 331-337, JAN 2017. Citações Web of Science: 3.
MONFORT-PIRES, MILENA; FERREIRA, SANDRA ROBERTA G. Modification in a single meal is sufficient to provoke benefits in inflammatory responses of individuals at low-to-moderate cardiometabolic risk. Clinical Nutrition, v. 35, n. 6, p. 1242-1250, DEC 2016. Citações Web of Science: 6.
MONFORT-PIRES, MILENA; DELGADO-LISTA, JAVIER; GOMEZ-DELGADO, FRANCISCO; LOPEZ-MIRANDA, JOSE; PEREZ-MARTINEZ, PABLO; GOUVEA FERREIRA, SANDRA ROBERTA. Impact of the Content of Fatty Acids of Oral Fat Tolerance Tests on Postprandial Triglyceridemia: Systematic Review and Meta-Analysis. NUTRIENTS, v. 8, n. 9 SEP 2016. Citações Web of Science: 9.

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