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Chlamydophila psittaci em aves e humanos: estudo de uma zoonose emergente

Processo: 12/25043-1
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de abril de 2013 - 31 de março de 2015
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Medicina Veterinária - Patologia Animal
Pesquisador responsável:Tânia de Freitas Raso
Beneficiário:Tânia de Freitas Raso
Instituição-sede: Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Doenças das aves  Zoonoses por bactérias  Infecções por Chlamydophila  Psitacose  Chlamydophila psittaci  Vigilância epidemiológica  Pneumonia por clamídia  Diagnóstico clínico 

Resumo

Atualmente as zoonoses compreendem a maior parte das doenças infecciosas emergentes, as quais tem ocorrência variável de acordo com fatores biológicos, ambientais e sócio-econômico-culturais. No que tange aos fatores sócio-culturais, a manutenção de animais de estimação (pets) é uma prática crescente no Brasil. De acordo com a Associação Brasileira da Indústria Pet, o mercado pet nacional é um segmento em ampla expansão, que já atingiu o segundo maior faturamento mundial, representando 0,4% do PIB. Dentro desse contexto, as espécies silvestres estão cada vez mais populares e, estima-se hoje que no país, 19 milhões de aves sejam mantidas como animais de estimação. Ressalta-se, no entanto, que esses animais podem ter importante papel na disseminação de agentes patogênicos com potencial zoonótico, tal como a Chlamydophila psittaci, agente etiológico da clamidiose em aves e da psitacose em seres humanos. Os Psittaciformes (papagaios, periquitos, araras, calopsitas, etc.) representam a principal Ordem de aves acometida pela C. psittaci, sendo também a ordem aviária mais comumente mantida como pet. Pesquisas realizadas nos últimos anos demonstram que a clamidiose aviária é endêmica no Brasil, contudo, são raros os estudos direcionados a avaliação do seu potencial zoonótico. Em humanos a psitacose pode desencadear um quadro clínico severo de pneumonia atípica, contudo, devido às dificuldades relacionadas ao diagnóstico laboratorial e pelo relativo desconhecimento da doença pelos profissionais de saúde, sua incidência no país é ainda desconhecida. De uma forma geral, as pneumonias atípicas representam 15% das pneumonias adquiridas na comunidade e, nesses casos, a determinação exata do patógeno é de crucial importância para o sucesso do tratamento e sobrevida do paciente. Diante desta realidade, o presente trabalho tem como objetivo determinar a ocorrência da C. psittaci em pacientes com quadros de pneumonia atípica atendidos no Instituto de Infectologia Emílio Ribas; estabelecer o vínculo epidemiológico com aves e determinar os possíveis fatores de risco relacionados, avaliando assim o papel da psitacose como uma potencial zoonose emergente. Para tanto, amostras de sangue de pacientes com quadros suspeitos de psitacose serão coletadas para a investigação de anticorpos anti-C. psittaci. Paralelamente, amostras biológicas de quaisquer espécies de aves relacionadas com os casos suspeitos de psitacose serão coletadas para a pesquisa e caracterização molecular do genoma de C. psittaci. Para a investigação epidemiológica e análise dos fatores de risco serão realizados amplos questionários, os dados obtidos inseridos no programa EPIINFO e realizada análise estatística. Além de permitir um maior entendimento dessa zoonose no Brasil e seu real impacto sobre a saúde humana, esse estudo servirá de base para o estabelecimento de medidas de intervenção mais específicas relacionadas às aves e aos humanos reduzindo riscos futuros e mitigando a possível ocorrência de surtos. (AU)

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