Resumo
Asma é uma doença comum que afeta 300 milhões de pessoas em todo mundo. Fatores genéticos e ambientais têm sido associados ao desencadeamento da doença. Um dos fatores ambientais mais discutidos é a exposição a micróbios no início da vida que protege os indivíduos contra alergia. Uma vez que essa teoria foi proposta, muitos estudos têm investigado o papel da micro-biota intestinal na modulação do sistema imunológico e conseqüências dessa modulação a órgãos distante como pulmões. Paralelamente as descobertas científicas sobre a importância da micro-biota intestinal na prevenção de doenças alérgicas, o mercado de probióticos está expandindo com promessas de prevenção de doenças alérgicas como asma, mas os estudos sobre isso ainda não são conclusivos. Evidências na literatura suportam a possibilidade que ácidos graxos de cadeia curta, produzidos pela fermentação de uma dieta rica em fibras pela micro-biota intestinal poderiam contribuir com a regulação da inflamação Th2 das vias aéreas. A fermentação dessas fibras leva a produção de ácidos graxos de cadeia curta (AGCC), como o acetato que possui efeitos anti-inflamatórios. Além disso, animais deficientes de GPR43, receptor de acetato, apresentam uma resposta exacerbada da inflamação nos modelos de colite, artrite e asma. A hipótese principal desse estudo é que bactérias probióticas poderiam modular a resposta imunológica Th2, via produção de AGCC, como acetato. Nesse projeto, usaremos dois probióticos diferentes, B. longum e B. adolescentis. A escolha das duas espécies foi baseada no fato do B. longum ser um relevante produtor de acetato e estar associado com proteção de alergia enquanto o B. adolescentis não está associado à proteção e não é um produtor relevante de acetato. (AU)
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