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Modelos animais para o estudo da metástase

Processo: 13/00719-5
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Pesquisador Visitante - Internacional
Vigência: 24 de outubro de 2013 - 05 de novembro de 2013
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Morfologia - Citologia e Biologia Celular
Pesquisador responsável:Márcia Regina Cominetti
Beneficiário:Márcia Regina Cominetti
Pesquisador visitante: Normand Pouliot
Inst. do pesquisador visitante: Peter MacCallum Cancer Centre (Peter Mac), Austrália
Instituição-sede: Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS). Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). São Carlos , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:08/56758-0 - Triagem em larga escala de produtos de origem natural com atividade antitumoral em cultura de células de mamífero, AP.JP
Assunto(s):Neoplasias  Metástase neoplásica  Evasão tumoral 

Resumo

O câncer é a segunda maior causa de mortes no mundo, precedida somente pelas doenças cardiovasculares. Neste sentido, estudos que visem compreender os mecanismos envolvidos com a formação dos tumores e o processo de metástase são de extrema importância. O câncer é uma doença progressiva e sua característica mais insidiosa é a propagação das células tumorais, com comprometimento de órgãos distantes através de um complexo processo conhecido como metástase. Está bem estabelecido que o desenvolvimento do câncer e a formação de metástases geralmente seguem um curso de progressão através de etapas cada vez mais agressivas e resistentes ao tratamento, as quais refletem o acúmulo de alterações moleculares e celulares. Enquanto que o início do desenvolvimento tumoral é reflexo de uma hiperproliferação celular, através de ativação direta da maquinaria do ciclo celular ou das vias de sinalização que diretamente regulam o ciclo celular, a progressão para malignidade é reflexo de mudanças na relação íntima entre as célula tumorais e o microambiente do hospedeiro. Por esta razão, modelos animais proporcionam um cenário fisiologicamente relevante para o estudo do processo metastático. As tentativas para modelar experimentalmente o processo metastático começam com ensaios in vitro concebidos para recapitular as fases individuais de tal processo, tais como a migração e a invasão celular. Entretanto, a natureza complexa do processo metastático exige sistemas experimentais mais fidedignos ao processo que ocorre fisiologicamente, in vivo. Em camundongos, vários ensaios experimentais são utilizados para modelar a metástase, há vantagens e desvantagens de cada um deles. O Dr. Normand Pouliot utiliza diferentes linhagens celulares de câncer de mama, provenientes de populações clonais derivadas de um carcinoma de mama espontâneo em camundongos BALB/cfC3H. Dentre essas linhagens derivadas, as células 66cl4 são pouco metastáticas, mas chegam a formar metástases pulmonares. O Dr. Normand estuda, dentre outros, a função da integrina beta3 e para tal, transfecta a linhagem 66cl4 com um vetor contendo o gene da subunidade beta3, sendo denominada 66cl4beta3. Estas células expressam a integrina beta3 e formam metástase óssea. Outra linhagem derivada é a 4T1, capaz de formar metástase em múltiplos órgãos. A partir dela, duas linhagens que apresentam maior agressividade foram isoladas, a linhagem 4T1.2 e 4T1BM2. Estas células chegam a formar metástases em tecidos moles e ossos. Essas últimas linhagens expressam as integrinas beta3 e beta4, relevantes para o estudo de suas funções durante os passos da metástase. Para um maior entendimento da função das integrinas tumorais e estromais na metástase, o laboratório do Dr. Normand possui as linhagens celulares 4T1.2 e 4T1BM2 e animais knockdown para a integrina beta3. A linhagem MDA-MB-231 também é utilizada por seu grupo de pesquisa, no mesmo modelo animal, mas utilizando camundongos imunocomprometidos, para verificar a função inibitória de proteínas específicas ou produtos naturais na formação de metástases. Todas as linhagens celulares são transfectadas com um plasmídeo contendo o gene da resistência à neomicina para que seja possível discriminar as células tumorais do tecido endógeno do camundongo através do ensaio de qRT-PCR. (AU)