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Análises morfofuncionais, bioquímicas e moleculares em modelo experimental de miopatia associada à estatina

Processo: 12/21267-2
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de abril de 2013 - 30 de setembro de 2015
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina
Pesquisador responsável:Helga Cristina Almeida da Silva
Beneficiário:Helga Cristina Almeida da Silva
Instituição-sede: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo , SP, Brasil
Pesq. associados:Acary Souza Bulle Oliveira ; Ismael Dale Cotrim Guerreiro da Silva ; Itamar Souza de Oliveira-Júnior ; Joilson Moura dos Santos ; Pamela Vieira de Andrade
Assunto(s):Neurologia  Dislipidemias  Miopatias mitocondriais  Inibidores de hidroximetilglutaril-CoA redutases  Hipertermia maligna  Metabolômica  Sistema musculoesquelético 

Resumo

O tratamento da dislipidemia recebeu grande impulso com o desenvolvimento de drogas que, ao lado das medidas dietéticas, contribuem para a diminuição do nível sérico de lipídeos. Entre essas drogas destacam-se as estatinas, atualmente consideradas os agentes mais úteis para o tratamento da hipercolesterolemia. A terapia com estatina pode ser severamente limitada por efeitos adversos envolvendo muitos tecidos, especialmente o músculo esquelético. Nos últimos anos, aumentaram os relatos sobre efeitos colaterais importantes no músculo esquelético, com mialgia, aumento dos níveis séricos de creatinofosfoquinase (CPK) e até rabdomiólise após uso de altas doses dessas medicações. A biópsia muscular pode revelar necrose da fibra muscular, atrofia de fibras do tipo II ou aumento de depósito de lipídeos. Entretanto, alguns autores têm reportado alterações compatíveis com miopatia mitocondrial em alguns desses pacientes, com fibras cox-negativas e fibras rajadas em vermelho (ragged red fibers). O reconhecimento precoce da miopatia induzida pelas estatinas e a descontinuação das mesmas é fundamental na prevenção de miopatia e diminuição de possíveis sequelas. O estudo será realizado com 30 ratos machos da linhagem Wistar, que serão divididos em 3 grupos: A - Grupo controle; B - Grupo estatina baixa dose (5 mg/kg/dia); C - Grupo estatina alta dose (20 mg/kg/dia). Os animais serão alojados em caixas individuais e receberão água potável e ração comercial (Nuvilab®) ad libitum. Os animais dos grupos B e C receberão a sinvastatina diariamente, diluída com carboxi-metil-celulose (CMC) 0,5%, via gavagem, por dois meses. Os animais do grupo A receberão apenas o veículo (CMC), via gavagem, por dois meses. Os animais serão pesados semanalmente, sendo anotados o consumo de dieta sólida e líquida; a cada sete dias serão realizados os exames físico e neurológico. Serão realizados testes de contratura in vitro - no qual as curvas de contração de cada teste serão analisadas para determinar se houve contratura, definida como elevação anormal da linha de base em presença de halotano ou cafeína - e teste de estimulação tetânica - onde o resultado do teste será referido como grau de contração após cada estímulo elétrico. Ainda serão realizados estudos morfológico, bioquímico e molecular. A caracterização desse modelo permitirá o seu emprego, no futuro, para o estudo das repercussões do uso de estatinas no procedimento anestésico. (AU)