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Riscos da exposição a diferentes classes de congêneres de éteres difenílicos polibromados (PBDEs): efeitos mutagênicos e genotóxicos

Processo: 12/23772-6
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de abril de 2013 - 31 de março de 2015
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Farmácia - Análise Toxicológica
Pesquisador responsável:Danielle Palma de Oliveira
Beneficiário:Danielle Palma de Oliveira
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Pesq. associados:Daniel Junqueira Dorta
Assunto(s):Contaminantes químicos da água  Éteres difenil halogenados  Células Hep G2  Genotoxicidade  Testes de mutagenicidade  Ensaio cometa 

Resumo

Os retardantes de chama constituem em um grupo de substâncias com estruturas químicas variadas, amplamente utilizados nos mais diversos bens de consumo. Essa intensa utilização se explica pelo fato de que produtos a base de madeira, papel, plástico, entre outros, se queimam com muita facilidade e rapidamente, reduzindo as chances de fuga em casos de incêndio. Assim, os retardantes de chama são empregados para retardar ou impedir a ignição e combustão destes materiais, com o inquestionável benefício de reduzir o número de casos de queimaduras graves ou morte durante incêndios. No entanto, alguns estudos têm demonstrado efeitos tóxicos diversos decorrentes da exposição de humanos e da biota a estes compostos. Dentre os retardantes de chama, os compostos bromados, especialmente os éteres difenílicos polibromados (PBDEs) são os mais utilizados devido ao seu bom desempenho e baixo custo. Nosso grupo tem trabalhado com diferentes congêneres de PBDEs e verificamos que esses compostos são capazes de induzir ao acúmulo de EROs em células HepG2. Considerando que a formação de espécies reativas é um dos principais mecanismos de dano ao DNA, o presente projeto propõe a avaliação da atividade mutagênica e genotóxica de 6 congêneres de PBDE (BDE-47, BDE-99, BDE-100, BDE-153, BDE-154 e BDE-209) empregando o ensaio de mutagenicidade com Salmonella e ensaio do micronúcleo e cometa em células HepG2. As células HepG2, provenientes de um hepatoblastoma humano, foram escolhidas pois, diversos trabalhos apontam o fígado como principal alvo dos efeitos tóxicos decorrentes da exposição aos PBDEs. Adicionalmente, como serão avaliados congêneres com estruturas químicas variadas, este trabalho tem também como objetivo avaliar a influência do padrão de bromação no efeito observado. Nossos resultados poderão ser utilizados como importantes subsídios na avaliação do risco da exposição a produtos que contenham PBDEs, podendo também auxiliar no estabelecimento de legislações que controlem o uso e lançamento destes compostos. (AU)