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5Exposição à poluição de origem veicular, exercício físico e efeitos na proteína CC16, na coagulação e na função renal em adultos jovens

Processo: 12/23141-6
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de maio de 2013 - 30 de abril de 2015
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Saúde Coletiva - Saúde Pública
Pesquisador responsável:Ubiratan de Paula Santos
Beneficiário:Ubiratan de Paula Santos
Instituição-sede: Instituto do Coração Professor Euryclides de Jesus Zerbini (INCOR). Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HCFMUSP). Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil
Pesq. associados: Aretusa Cardoso Dér Fortes
Assunto(s):Pneumologia  Poluição ambiental  Exercício físico  Poluição do ar  Bronquíolos 

Resumo

Inúmeros estudos evidenciam o efeito da poluição do ar na saúde humana. A OMS estima em cerca de 1,15 milhão o número óbitos por ano em todo o mundo associados aos efeitos da exposição à poluição do ar ambiental ou externa. Os poluentes inalados podem produz alterações inflamatórias e estresse oxidativo pulmonar e sistêmico responsáveis pelos efeitos observados, tanto agudos como crônicos. Estudos têm evidenciado que a poluição está associada a alterações cardiovasculares, como contração da artéria pulmonar e braquial após exposição aguda, alterações na pressão arterial e na variabilidade da frequência cardíaca e alterações respiratórias levando à inflamação e hiperresponsividade brônquica. Entretanto ainda são pouco compreendidos os mecanismos envolvidos nos efeitos observados. Além de ainda não bem esclarecidos, também são em menor número os estudos que avaliam os efeitos da poluição em outros órgãos, como, por exemplo, nos rins. Apesar de existirem evidências clínicas e experimentais de que o tabagismo provoca alterações renais funcionais e estruturais, o efeito da poluição sobre o rim é pouco estudado. Os indivíduos quando realizam exercício em ambiente poluído, inalam maior quantidade de poluentes que podem causar efeitos agudos na função pulmonar em indivíduos sadios e nos com morbidades respiratórias crônicas. Por outro lado o exercício, a depender da intensidade, também pode levar à alterações hidroeletrolíticas e musculares que podem alterar a função ou a estrutura renal. Vários mecanismos biológicos têm sido propostos para o efeito em curto prazo da exposição ao ar poluído em eventos cardiovasculares. Um dos mecanismos envolve inflamação das vias aéreas e stress oxidativo, resultando em inflamação sistêmica, indicado por alterações no sistema de defesa antioxidantes, aumentos dos níveis de citocinas, de marcadores de stress oxidativo, de neutrófilos e outras células brancas do sangue. Será que a realização de exercícios em ambientes poluídos exerce alguma influência patológica na função renal? Por outro lado, existem evidências de que a exposição à poluição do ar aumenta a secreção de proteínas CC16 pelas células Claras (células não ciliadas presentes no epitélio bronquiolar). Ao lado da secreção aumentada de CC16 parece haver uma ruptura da integridade da barreira epitelial facilitando sua passagem para a circulação sistêmica, e elevando seus níveis no sangue e, pela excreção, na urina. Se este mecanismo de alteração da integridade da barreira epitelial alveolar estaria também associado à translocação de partículas para a circulação sistêmica, ainda é um fato que precisa ser esclarecido. (AU)