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Microrganismos entomopatogênicos para o controle de dípteros vetores: caracterização molecular, patologia e epidemiologia

Processo: 12/23947-0
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de maio de 2013 - 31 de outubro de 2015
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Parasitologia - Entomologia e Malacologia de Parasitos e Vetores
Pesquisador responsável:Carlos José Pereira da Cunha de Araújo Coutinho
Beneficiário:Carlos José Pereira da Cunha de Araújo Coutinho
Instituição-sede: Superintendência de Controle de Endemias (SUCEN). Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil
Pesq. associados:Isabel Maria Vicente Guedes de Carvalho Mello
Bolsa(s) vinculada(s):14/16176-3 - Microrganismos entomopatogênicos para o controle de dípteros Vetores:Caracterização molecular, patologia e epidemiologia, BP.TT
13/07931-0 - Microrganismos entomopatogênicos para o controle de dípteros vetores: caracterização molecular, patologia e epidemiologia, BP.TT
Assunto(s):Controle biológico de vetores  Insetos vetores  Diptera  Culex quinquefasciatus  Inseticidas biológicos  Bacillus  Baculoviridae 

Resumo

O controle de mosquitos à base de inseticidas químicos tem encontrado dificuldades crescentes de utilização, especialmente nos últimos anos. As razões são, basicamente, o alto custo de desenvolvimento e comercial desses compostos sintéticos, a agressão ambiental devido à inespecificidade, persistência, riscos operacionais e a crescente resistência a esses compostos. Essas razões têm levado a um grande esforço para o desenvolvimento e aperfeiçoamento de alternativas eficazes e seguras de controle, tais como o uso de métodos mecânicos e biológicos. Já os métodos biológicos incluem o uso de bioinseticidas, os quais oferecem algumas vantagens significativas, tais como: elevada especificidade, biodegradável, baixo impacto ambiental, não acumula resíduos prejudiciais à natureza, não causa resistência nos insetos vetores e tem baixo risco operacional. Dentre os agentes microbianos com real potencial para a produção em escala, destacam-se as bactérias do gênero Bacillus, particularmente duas espécies promissoras, que sintetizam toxinas entomocidas e se destacam no controle dos insetos vetores: Bacillus thuringiensis e Bacillu. sphaericus. Para auxiliar na caracterização das propriedades entomopatogênicas, existem técnicas, ao nível molecular, que podem ajudar na identificação de novas endotoxinas protéicas em novas linhagens de B. thuringiensis e de outras bactérias entomopatogenicas, uma vez que são técnicas que colaboram na identificação dos genes responsáveis pela toxicidade. Devido a grande diversidade desses agentes encontrados em larvas de mosquitos no estado de São Paulo, é imperioso maiores estudos com a utilização dessas técnicas para elucidar os possíveis agentes com potencial de aproveitamento em manejo integrado de vetores.Outro grupo de agentes microbianos que afetam mosquitos são os baculovirus. Estes apresentam como principais características um virion com envelope em forma de bastão, um DNA circular de dupla fita. São os vírus de insetos mais estudados, devido ao seu papel como praguicidas biológicos e como importantes vetores de expressão de genes em células de invertebrados e vertebrados. Eles infectam naturalmente somente artrópodes e são inofensivos para outros invertebrados não alvos e vertebrados. A maioria dos Baculoviridae foi isolada de Lepidoptera, mas também são conhecidos de Hymenoptera, Diptera, Coleoptera, Neuroptera, Trichoptera e Crustacea. O conhecimento básico e aplicado dos baculovírus é quase exclusivamente baseado em estudos a partir de Lepidoptera, com cerca de uma centena de isolados descritos (Martignoni & Iwai, 1986) e 16 espécies nomeadas. Em contraste, baculovirus isolados em dípteros tem sido pouco descritos (Jehle et al., 2006) e a maioria foi reportada na família Culicidae, com uma prevalência muito baixa em populações naturais, normalmente menor que 1%. No primeiro relato de infecção de dípteros por baculovírus no hemisfério sul, a análise filogenética da seqüência genômica parcial dos genes lef-8 e pif-2 coloca o vírus identificado em um clado separado dos gêneros Nucleopolyhedrovirus e Granulovirus, sendo classificado este vírus no gênero Deltabaculovírus, uma vez que ele se agrupa com sequencia genômica do Deltabaculovírus identificado em Culex nigripalpus, Culex nigripalpus nucleopoliedrovirus (CuniNPV), contudo, mais análises moleculares serão necessárias para uma melhor classificação dos vírus identificados em Culex quinquefasciatus. O presente estudo tem como objetivo isolar, identificar e realizar a caracterização molecular de patógenos de larvas de simulídeos e culicídeos com potencial para a utilização em atividades de controle e manejo integrado de vetores, principalmente vírus e bactérias, de maneira a possibilitar o aumento da oferta de ferramentas eficientes para serem explorados como agentes de supressão em entomologia médica. (AU)

Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
GOMES CAVADOS, CLARA DE FATIMA; PIRES, EDER SOARES; CHAVES, JEANE QUINTANILHA; ALVAREZ, DANIELLE NUNES; GIL, HELIO BENITES; DE OLIVEIRA, IRIS BRAZ RIBEIRO; PINTO VIVIANI CUNHA, ANDREA DE BARROS; PEREIRA DA CUNHA DE ARAUJO-COUTINHO, CARLOS JOSE. Isolation and genetic characterization of Lysinibacillus sphaericus strains found in mosquito larvae (Diptera: Culicidae). RESEARCH AND REPORTS IN TROPICAL MEDICINE, v. 8, p. 17-20, 2017. Citações Web of Science: 1.
VICENTE GUEDES DE CARVALHO, ISABEL MARIA; LOPO DE QUEIROZ, ARTUR TRANCOSO; DE MORAES, ROSIANE BRITO; GIL, HELIO BENITES; ALVES, RAFAEL; PINTO VIVIANI, ANDREA DE BARROS; BECNEL, JAMES JOHN; PEREIRA DA CUNHA DE ARAUJO-COUTINHO, CARLOS JOSE. Description of microsporidia in simulids: molecular and morphological characterization of microsporidia in the larvae of Simulium pertinax Kollar (Diptera: Simuliidae). Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, v. 47, n. 5, p. 624-631, SEP-OCT 2014. Citações Web of Science: 1.

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