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Estudo da excitotoxicidade mediada pelo glutamato utilizando modelo de neurotoxicidade por manganês

Processo: 13/02938-6
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Pesquisador Visitante - Internacional
Vigência: 04 de abril de 2013 - 03 de abril de 2014
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Pesquisador responsável:Fernando Cendes
Beneficiário:Fernando Cendes
Pesquisador visitante: Alan Stewart Hazell
Inst. do pesquisador visitante: Université de Montréal, Canadá
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Médicas (FCM). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Assunto(s):Neurologia  Degeneração neural  Neurotoxicidade  Glutamatos  Manganês 

Resumo

O modelo de neurotoxicidade pelo manganês (MN), com a sua disfunção metabólica bem estabelecida e vulnerabilidade seletiva, é um sistema valioso para elucidar a relação entre a deficiência do metabolismo energético e da morte celular neuronal seletiva. Até agora, a nossa compreensão da fisiopatologia da MN é limitada. Nos estudos propostos, estamos dando um passo importante para uma melhor compreensão da natureza do dano estrutural nos gânglios basais que ocorre nesta desordem através da investigação do fenômeno da excitotoxicidade. Esperamos que nossos achados possam fornecer uma nova visão sobre os mecanismos fisiopatológicos que levam a essa disfunção cerebral, bem como outros processos patológicos em que a acumulação de manganês cerebral ocorre, por exemplo, na encefalopatia portal sistêmica. Além disso, uma vez que a evidência recente sugere que a MN possa ser um fator que contribui para a doença de Parkinson idiopática, os nossos estudos podem fornecer informações sobre o mecanismo subjacente à neurotoxicidade na doença de Parkinson. Finalmente, estudos recentes indicam que em doenças neurodegenerativas, tais como a esclerose lateral amiotrófica (ALS), doença de Alzheimer, e a devastadora doença denominada complexo ALS-Parkinson-demência também exibe alterações em transportadores de glutamato, e envolvem alterações no metabolismo oxidativo em MN. Assim, nós acreditamos que a identificação dos processos envolvidos na morte celular induzida por excitotoxicidade na MN pode fornecer detalhes importantes na busca da explicação das causas de vulnerabilidade seletiva nesta doença e também aquelas inerentes a outras doenças neurodegenerativas, além do potencial de novas estratégias terapêuticas. (AU)