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Instalação de apiário padrão voltado para produção de bioprodutos (apitoxina) e seu uso na saúde humana

Resumo

A apicultura brasileira teve inicio em 1840 quando foram introduzidas as abelhas europeias Apis mellifera mellifera (abelhas pretas ou alemãs), Apis mellifera carnica, Apis mellifera caucasica e Apis mellifera ligustica (abelhas italianas). Em 1956, com o objetivo de aumentar a resistência e a produtividade, abelhas rainhas africanas Apis mellifera scutellata foram trazidas para os apiários de Rio Claro, Estado de São Paulo. Acidentalmente, 26 colônias enxamearam e se distribuíram pelo país afora iniciando a africanização do plantel apícola das Américas. Estas abelhas híbridas, denominadas africanizadas, apesar de muito produtivas, são também muito defensivas, acarretando riscos a seres humanos e animais, causando por vezes acidentes graves e fatais. Apesar do importante avanço econômico na apicultura nacional, existem ainda lacunas e oportunidades de melhorias no manejo de apiários, aumento de produtividade dos enxames, no isolamento de moléculas antibacterianas candidatas (molecules as potential candidates) (melitina, por exemplo) e no conhecimento de seus mecanismos de ação sobre o sistema imune. Além disso, o estudo dos componentes da apitoxina é extremamente importante no desenvolvimento de um soro apícola seguro e eficaz para tratamento de doentes e animais acidentados. Entretanto, a composição da apitoxina pode sofrer influência do ambiente, como por exemplo, a alimentação disponível para as abelhas nas redondezas do apiário. Desta forma, para o estabelecimento de um soro apícola eficaz, torna-se essencial a obtenção de uma matéria prima conhecida. Neste sentido, a equipe do Centro de Estudos de Venenos e Animais Peçonhentos da UNESP (CEVAP) possui grande experiência no manejo de apiários e no estudo bioquímico, imunológico e farmacológico do veneno apícola (apitoxina). Resumidamente, este projeto propõe as seguintes ações: 1) Instalar e manter apiário padrão em ambiente de mata nativa, com vistas à produção de apitoxina de qualidade para utilização em pesquisa; 2) Avaliar o melhor período e tempo de coleta da apitoxina e verificar qual procedimento provoca menor estresse nas colmeias, utilizando a expressão gênica como ferramenta; 3) Avaliar o efeito da sazonalidade na produção quantitativa e na composição qualitativa da apitoxina, verificando se existe correlação desta com o alimento consumido pelas abelhas ao longo do ano; 4) Determinar o efeito de diferentes floradas (laranja, eucalipto e silvestre) na composição qualitativa da apitoxina; 5) Isolar, identificar e caracterizar as proteínas diferencialmente expressas por macrófagos ativados de camundongos Swiss desafiados pela melitina; 6) Determinar a atividade imunomodulatória in vitro do peptídeo melitina em macrófagos de camundongos Swiss; 7) Determinar a atividade antibacteriana da melitina com vistas à produção de moléculas candidatas ao tratamento de doenças causadas por Staphylococcus aureus (ATCC 25923), Escherichia coli (ATCC 25922) e Helicobacter pylori; Estas propostas, em caso de sucesso experimental, poderão ser empregadas em ensaios clínicos fase I, após a devida aprovação pelos Comitês de Ética em Pesquisa, haja vista que até o presente momento nem os médicos, nem os veterinários dispõem destas alternativas terapêuticas à disposição. (AU)

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Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
MODANESI, M. S.; KADRI, S. M.; RIBOLLA, P. E. M.; ALONSO, D. P.; ORSI, R. O.. Period and Time of Harvest Affects the Apitoxin Production in Apis mellifera Lineu (Hymenoptera: Apidae) Bees and Expression of Defensin Stress Related Gene. Sociobiology, v. 62, n. 1, p. 52-55, . (12/23466-2)

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