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Estudo farmacocinético e análise da distribuição transplacentária da fluoxetina e seu metabólito em gestantes portadoras de Diabetes mellitus gestacional

Resumo

O desenvolvimento e/ou agravamento do quadro clínico de depressão durante a gestação pode acarretar potenciais riscos tanto para mãe, quanto para o feto. Fluoxetina representa o fármaco mais amplamente utilizado no tratamento de estados depressivos durante a gestação. Diabetes mellitus pode atuar inibindo ou induzindo algumas enzimas do CYP, alterando a expressão de suas isoformas. A influência do Diabetes Mellitus Gestacional na disposição cinética e no metabolismo de fármacos utilizados na prática clínica ainda é assunto de escassa avaliação aprofundada na literatura. Poucos relatos exploram a influência dessa doença na farmacocinética e na transferência transplacentária de antidepressivos, sobretudo da fluoxetina e de seu metabólito, sendo esse o foco do presente estudo. Objetivos: Análise da influência do diabetes mellitus gestacional sobre a farmacocinética e da taxa de transferência placentária da fluoxetina e da norfluoxetina (metabólito ativo)em gestantes Casuística e Métodos: Serão avaliadas nove gestantes não diabéticas (grupo 1) e nove gestantes com DMG (grupo 2), todas no terceiro trimestre de gestação. Todas receberão dose única de 20 mg de fluoxetina via oral em duas ocasiões distintas, sendo a primeira no terceiro trimestre gestacional (32 semanas)e a segunda no dia do parto. Após a administração do fármaco na primeira ocasião serão coletadas amostras seriadas de 10 mL de sangue materno para avaliação da concentração dos enantiômeros da fluoxetina nos tempos de zero, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 10, 12, 24, 48, 72, 96, 168, 336, 504 e 672 horas. Amostras de 3 mL urina serão coletadas nos tempos 24, 48, 72, 96, 168, 336, 504 e 672 horas. No dia do parto, após receber a medicação, será coletada uma amostra sanguínea materna no momento do nascimento, de sangue de vasos umbilicais, espaço interviloso, além de amostra de líquido amniótico para avaliação de transferência placentária do fármaco. Vinte e quatro horas após o parto, será coletada uma amostra de 3 mL de leite materno por ordenha mamária e de urina para avaliação de excreção do fármaco por estas vias. Após a coleta das amostras biológicas, será realizada análise cromatográfica para determinação das concentrações de fluoxetina e norfluoxetina e, consequentemente, avaliação dos parâmetros farmacocinéticos e da taxa de transferência placentária. (AU)

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Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
CARVALHO, DANIELA MIARELLI; LANCHOTE, VERA LUCIA; DE OLIVEIRA FILGUEIRA, GABRIELA CAMPOS; BALTHAZAR NARDOTTO, GLAUCO HENRIQUE; DUARTE, GERALDO; CAVALLI, RICARDO CARVALHO; DANTAS MOISES, ELAINE CHRISTINE. Pharmacokinetics and Transplacental Transfer of Fluoxetine Enantiomers and Their Metabolites in Pregnant Women. CLINICAL PHARMACOLOGY & THERAPEUTICS, v. 105, n. 4, p. 1003-1008, APR 2019. Citações Web of Science: 0.

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