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Antidepressivo e insuficiência aórtica: expressão gênica de ocitocina e mediadores centrais e periféricos

Resumo

A insuficiência aórtica (IAo) é uma patologia que cursa com o desenvolvimento de uma hipertrofia miocárdica excêntrica, podendo permanecer assintomática por um longo período. No Brasil, a doença cardíaca valvar ainda é prevalente, sendo sua principal causa a febre reumática. Uma co-morbidade muito comum associada à doenças cardiovasculares é a depressão. Entre os antidepressivos mais prescritos encontramos os inibidores seletivos da recaptação da serotonina (ISRS). Nosso laboratório mostrou que o tratamento por 4 semanas com um ISRS, a paroxetina, reduziu a ingestão de NaCl 0,3M diária em ratos com IAo subcrônica, já com dilatação ventricular, e preveniu a maior dilatação ventricular esquerda preservando a fração de encurtamento. Um possível mecanismo envolvido nesta melhora pode ser o aumento da atividade central da ocitocina (OT) que colaboraria para modificar a atividade do sistema nervoso autônomo e secreção de neuromoduladores periféricos. Assim, torna-se necessário investigar melhor os efeitos do tratamento com paroxetina em ratos com hipertrofia excêntrica. Entre os mediadores associados à OT temos a participação dos peptídeos natriuréticos (ANP e BNP) que interferem com a expressão de fatores de transcrição e proteínas do miocárdio, melhorando a função cardíaca. Portanto, os objetivos do presente projeto serão avaliar os efeitos do tratamento com um antidepressivo ISRS, a paroxetina, por 4 semanas em ratos com IAo subcrônica sobre: a) modulação autonômica através do duplo bloqueio; b) expressão gênica de receptores de OT, ANP, BNP, isoformas da cadeia pesada da miosina (a- e b-MHC), proteínas reguladoras da função contrátil (SERCA2 e fosfolamban), e GATA4 (fator de transcrição em cardiomiócitos); e c) concentrações plasmáticas de OT, ANP e BNP. (AU)