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Variação do índice tornozelo-braquial pré e pós hemodiálise: correlação com água corporal, cálcio do dialisato e sistema nervoso autônomo

Resumo

Apesar de todos os avanços tecnológicos dos últimos anos, a mortalidade de pacientes em diálise permanece inaceitavelmente alta. Os fatores de risco tradicionais de doença cardiovascular (DCV) não explicam completamente a alta morbimortalidade cardiovascular dos indivíduos com doença renal crônica (DRC), iniciando programa de hemodiálise (HD). A principal causa de mortalidade nesta população é a doença cardiovascular DCV, sendo responsável pelo óbito de mais de 50% dos pacientes submetidos á diálise. Projeto de pesquisa realizado previamente pelo grupo de nefrologia do Hospital das Clínicas propôs o uso do índice de pressão tornozelo-braquial (ITB), método simples e barato, na identificação de pacientes com maior risco cardiovascular em uma população incidente em hemodiálise. O ITB é definido como a relação da maior pressão arterial sistólica nos membros inferiores sobre a maior pressão arterial sistólica nos membros superiores. O ITB alterado seja abaixo ou acima dos valores normais, se mostrou um bom marcador de risco de mortalidade entre pacientes incidentes em hemodiálise. Porém, existe uma variabilidade do ITB em alguns pacientes, que chegam até mesmo a mudar de classificação entre baixo, normal e alto comparando pré e pós diálise. Mais importante ainda foi a constatação de que aqueles pacientes que se apresentaram uma maior variabilidade do ITB apresentaram menor sobrevida. Sabe-se que a hiperatividade simpática com aumento da pressão arterial intradialitica ou no final da diálise tem papel importante na geração de hipertensão inter dialitica. O sistema nervoso autonômico pode estar implicado nesta variabilidade, podendo explicar pelo menos em parte as flutuações pressóricas intra-dialíticas. Além disso, marcadores de calcificação vascular como osteoprotegerina e fetuína podem contribuir para a rigidez dos vasos interferindo de forma indireta nas flutuações pressóricas intra-dialíticas. Com base nisso, pretendemos estudar a variação do ITB pré e pós dialíse de acordo com variações simultâneas do sistema nervoso autonômico (através do estudo da variabilidade de frequência cardíaca), marcadores de volemia (através de bioimpedância), marcadores hormonais (aldosterona e renina), assim como marcadores de calcificação vascular (osteoprotegerina e fetuína). (AU)

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