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Desenvolvimento de um fundente descolorante de massas cerâmicas

Resumo

A presença do óxido de ferro nas massas cerâmicas contribui para a cor de queima avermelhada dos produtos, levando a depreciação do seu valor agregado, por não ser considerado como um produto "nobre". Porém, o uso de matérias-primas com baixos teores de óxidos de ferro (Fe2O3) é economicamente inviável no Brasil, pois a maior parte das jazidas brasileiras tem o ferro como contaminante. Nesse sentido, a incorporação de um fundente com a propriedade de promover a mudança de coloração nas massas cerâmicas, da cor de queima vermelha para clara, se torna uma estratégia tanto comercial quanto econômica para as indústrias de revestimentos cerâmicos no Brasil. Além disso, não se tem conhecimento da existência de um produto com propriedade similar no mercado nacional e internacional, tornando o Brasil um pioneiro neste setor no mundo. Durante o desenvolvimento do projeto PIPE na Fase 1, foi possível otimizar a composição química do fundente descolorante e tomá-lo viável às aplicações de massas cerâmicas, tal como o porcelanato. Estes resultados mostram a importância da continuidade deste desenvolvimento, a fim de tomar o fundente descolorante um produto cada vez mais próximo da realidade industrial. Neste sentido a Fase 2 deste projeto, visa refinar ainda mais os resultados de formulações viáveis, obtidos na Fase 1, buscando otimizar variáveis de processo, tais como: ciclo de queima, características reológicas da barbotina, método de moagem, granulação e obtenção do fundente, dentre outras, com objetivo maior de se conseguir produtos com propriedades técnicas e estéticas superiores ao pré-estabelecido pelas normas ABNT NBR15.463. Nesta etapa também serão realizados crescimentos sustentáveis de níveis, passando de escala laboratorial para uma etapa semi-industrial até atingir o ponto final que será a produção em larga escala. (AU)