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Desenvolvimento de compósitos polímero - madeira (Wood-Plastic Composites, WPC) para aplicação na indústria de móveis

Resumo

Novos conceitos baseados em desenvolvimento sustentável têm favorecido a produção dos chamados Compósitos Polímero-Madeira (Wood-plastic composites, WPC). Dentre muitas fibras naturais de interesse tecnológico a farinha ou fibra de madeira substitui com vantagens outras cargas minerais empregadas em compósitos poliméricos particularmente às de origem mineral, tais como talco e o carbonato de cálcio. A tecnologia dos WPC envolve conceitos relacionados à compatibilidade e processabilidade em blendas e compósitos poliméricos, e apresenta grandes desafios tecnológicos para formulação, processamento e estabilização do sistema. Nos EUA e na Europa a legislação ambiental quanto ao descarte e a queima de resíduos celulósicos têm favorecido o desenvolvimento dessa classe de materiais. O mercado é caracterizado por patentes com presença marcante das grandes corporações do segmento da construção civil e automobilístico. Commodities tais como as poliolefinas (PP. LDPE e HDPE). plásticos estirênicos (PS e HIPS) e o PVC representam o maior volume dos resíduos plásticos potencialmente reaproveitáveis para WPC. No presente projeto pretende-se estabelecer critérios para avaliação de formulações, compreender o papel de cada variável na processabilidade da mistura e o seu impacto nas propriedades de interesse tecnológico dos WPC, particularmente desempenho mecânico e rigidez específica de protótipos de perfis extrudados e peças moldadas por injeção. Nos estudos serão empregados termoplásticos virgens e resíduos de pós-consumo industrial, principalmente originados a partir da reciclagem de embalagens de agrotóxicos, com os quais serão desenvolvidos compósitos a base de HDPE, com farinha de madeira. O projeto prevê ainda a utilização de resíduos de madeireiras da região de São José de Rio Preto -SP, tradicionalmente conhecida pela indústria de fabricação de móveis, para produção de farinha de madeira para o compósito. A empresa responsável pelo desenvolvimento do projeto, atua no setor moveleiro e vê um forte potencial de aplicação para os produtos a partir de WPC, substituindo em alguns casos a madeira e em outros, peças exclusivamente material plástico (AU)

Matéria(s) publicada(s) na Agência FAPESP sobre o auxílio: