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Desenvolvimento de tecnologias para o uso de plantas como fontes de compostos fotossensibilizantes em terapia fotodinâmica

Resumo

Porfirinas são importantes tanto em plantas quanto em humanos. As principais etapas da rota de produção destes compostos também são similares em animais e vegetais. Na presença de luz com comprimentos de onda adequados, as porfirinas fluorescem e induzem a formação de Oxigênio singleto, tornando-se compostos fototóxicos com capacidade de promover a oxidação de lipídeos, a ruptura de membranas e a morte celular. Estas duas características, associadas a particularidades bioquímicas das células neoplásicas, têm levado ao maior acúmulo e atividade de porfirinas nestas, permitindo o desenvolvimento de sistemas seletivos para o diagnóstico e tratamento de neoplasias de vários tipos e em diferentes órgãos de humanos. Como a produção de Oxigênio singleto depende obrigatoriamente da presença de luz em comprimentos de ondas adequados, o fornecimento ou indução do acúmulo de porfirinas tem sido amplamente utilizado para que se obtenha a fotossensibilização necessária ao uso da Terapia Fotodinâmica (TFD). Também há a possibilidade de fornecer tanto a luz quanto o agente fotossensibilizante de forma tópica aumentando a seletividade da técnica. A maior limitação do uso da TFD é a baixa disponibilidade e ou alto V, custo dos agentes fotossensibilizantes. Este projeto tem como principal objetivo desenvolver as tecnologias para o uso de plantas como unidades de produção ou diretamente como fontes de dois importantes agentes fotossensibilizantes que são o ácido 5-aminolevulênico e a Protoporfirina IX, além do Heme, composto fundamental para a produção de hemoglobina, catalases e peroxidases. A alface será a primeira espécie vegetal a ser testada para este fim. Serão conduzidos testes com a aplicação de inibidores da Protox (Protoporfirinogênio IX Oxidase), precursores da síntese do ácido 5-minolevulênico e com o fornecimento de luz com comprimentos de onda específicos. Testes complementares determinarão as melhores doses, melhores inibidores da protox e intervalos para a coleta das plantas. As concentrações dos compostos de interesse e dos inibidores da Protox serão monitoradas. O projeto será encerrado com a análise da viabilidade técnica e econômica do sistema. (AU)

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