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Caracterização fenotípica e de genes diferencialmente expressos de Cryptococcus neoformans após interação com pneumócitos e com extratos com atividade antifúngica

Processo: 07/53253-2
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de fevereiro de 2008 - 31 de agosto de 2010
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Microbiologia - Biologia e Fisiologia dos Microorganismos
Pesquisador responsável:Maria José Soares Mendes Giannini
Beneficiário:Maria José Soares Mendes Giannini
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCFAR). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Araraquara. Araraquara , SP, Brasil
Assunto(s):Micologia  Cryptococcus  Criptococose  Virulência  Cryptococcus neoformans  Interações hospedeiro-parasita  Meningite criptocócica  Antifúngicos  Produtos naturais  Extratos vegetais 

Resumo

Produtos naturais são bastante utilizados na medicina, indústria e agricultura, caracterizando as plantas como fonte valiosa de substâncias úteis como fármacos, agroquímicos, nutracêuticos, etc., cuja atividade pode ser potencializada por transformações químicas e biológicas. Cryptococcus neoformans é patógeno importante, principalmente em pacientes imunocompremetidos. A principal porta de entrada deste patógeno é pela via respiratória, disseminando-se posteriormente e atingindo principalmente o sistema nervoso central, provocando a meningite criptocóccica. C. neoformans compreende as variedades grubii (sorotipo A) e neoformans (sorotipo D) e um híbrido, sorotipo AD e a espécie C. gattii, compreende os sorotipos B e C. De maneira geral, C. gattii infecta indivíduos imunocompetente, enquanto C. neoformans var. grubii e neoformans, imunossuprimidos. Vários fatores de virulência tem sido identificados como importantes para a patogenia de C. neoformans, dentre eles podemos citar a capacidade de crescimento a 37 °C, produção de melanina, cápsula polissacarídica, mating-type, enzimas e moléculas relacionadas à sinalização celular. A interação fungo-hospedeiro durante a infecção criptocóccica é extremamente complexa e estudos moleculares associados a modelos de infecção in vivo são essenciais para identificar prováveis genes responsáveis pela manutenção e proliferação do agente no hospedeiro. A infecção inicial pulmonar pode ser subclínica, ou assemelhar-se a uma pneumonia e não ser detectada inicialmente, aparecendo subsequentemente a meningite criptocóccica com quadros graves, podendo levar a óbito. Por outro lado, o tratamento desta doença ainda apresenta problemas, tanto pelas poucas opções terapêuticas, como pelo aparecimento de cepas resistentes...(AU)