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Vitamina D3 associada ao tratamento insulínico no Diabetes Melito do tipo 1 a de diagnóstico recente: resposta Th1/Th2, comportamento dos linfócitos T reguladores e da secreção residual de insulina

Resumo

O Diabetes Melito do tipo 1 A (DM1A) é uma doença autoimune mediada pelas células T e se caracteriza por uma destruição progressiva das células beta nas ilhotas pancreáticas. A autoimunidade do DM1A é dirigida contra vários antígenos das células beta, incluindo a insulina, que é utilizada no tratamento da doença. A preservação da secreção residual desse hormônio é importante para a estabilização glicêmica e prevenção primária das complicações crônicas da moléstia. O controle intensivo da hiperglicemia com insulina desde o diagnóstico é um dos fatores que concorrem para a preservação das células beta residuais. No entanto, os mecanismos, através dos quais ocorrem, não são bem conhecidos. O controle dos fatores imunológicos tem sido sugerido como responsável por uma parcela desse processo. A vitamina D é um dos reguladores do sistema imunológico. Este conceito tem como suporte o encontro de receptores da 1,25-hidroxivitamina D em monócitos e células T ativadas e a capacidade de análogos da vitamina D de inibir o desenvolvimento de diabetes em modelos experimentais de DM1A. As células T reguladoras, induzidas pelo tratamento com o autoantígeno (insulina, GAD 65), podem contribuir para a remissão clínica do DM1A. Nesse sentido o objetivo primário do presente estudo é avaliar o papel da vitamina D associada ao tratamento insulínico intensivo da hiperglicemia da resposta Th1/Th2 e no comportamento das células T reguladoras (através da avaliação dos linfócitos periféricos e do perfil de interleucinas relacionadas) durante os primeiros 24 meses de diagnóstico clínico de pacientes com DM1A. O objetivo secundário é verificar a ação desse tratamento combinado (Vitamina D + insulina) na preservação da secreção residual de peptídeo-C durante esse período. (AU)