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Antropologia ecológica da agricultura de corte e queima de populações quilombolas do Vale do Ribeira, SP

Processo: 05/00117-9
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de setembro de 2005 - 31 de outubro de 2007
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Antropologia - Antropologia Rural
Pesquisador responsável:Rui Sérgio Sereni Murrieta
Beneficiário:Rui Sérgio Sereni Murrieta
Instituição-sede: Instituto de Biociências (IB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Bolsa(s) vinculada(s):05/59287-0 - Antropologia Ecológica da agricultura de corte e queima de populações quilombolas do Vale do Ribeira, BP.TT
Assunto(s):Agricultura  Práticas culturais (fitotecnia)  Mata Atlântica  Organização social rural  Capital social  Vale do Ribeira (SP) 

Resumo

A agricultura tradicional em regiões tropicais envolve uma gama de técnicas que denotam seu caráter diversificado e itinerante, destacando-se práticas como a de corte e queima e os sistemas de pousio. Dessa forma, a paisagem nessas regiões é altamente influenciada por tais práticas, caracterizada muitas vezes por um complexo mosaico que abrange as comunidades humanas, seus sistemas cultivares e as diferentes etapas sucessionais da floresta circundante. A complexidade desses sistemas está baseada na alta diversidade inter e intraespecífica de espécies cultivadas, no conhecimento necessário para maneja-la e na organização social dos grupos em questão. No entanto, uma série de fatores sócio-econômicos, políticos e ambientais podem causar a erosão do capital social familiar voltado ao trabalho agrícola, o que comprometeria a sustentabilidade desses sistemas. Esse cenário pode ser ilustrado na Mata Atlântica brasileira, que é uma das áreas prioritárias para a conservação da biodiversidade, ao mesmo tempo em que abriga uma série de populações indígenas e tradicionais que vivem basicamente da agricultura familiar. Partindo dessa premissa, a presente proposta visa analisar a organização social e as práticas agrícolas de comunidades quilombolas residentes no Vale do Ribeira e, assim, compreender o papel atual e do passado recente desses processos na geração e manutenção da diversidade de espécies cultivadas em áreas de Mata Atlântica do sudeste de São Paulo. (AU)