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Imobilização de Saccharomyces cerevisiae em diferentes suportes visando o tratamento de efluentes contaminados com cádmio

Resumo

O desenvolvimento das grandes cidades e a rápida industrialização trouxeram graves problemas ambientais, onde os resíduos industriais contendo metais pesados são despejados desordenadamente em solos e rios, oferecendo um grande risco à saúde e ao ambiente (Tandy et al., 2004). Dentre todos os metais pesados despejados no ambiente, o cádmio é considerado um elemento altamente danoso à saúde, por ser indutor de carcinogênese em humanos (Volesky, 1990). O primeiro relato dos efeitos tóxicos do cádmio foi observado no Japão em 1946, com o surgimento da síndrome de "Itai-Itai", responsável por diversos problemas ósseos (Volesky 1990), pela longa exposição ao cádmio. O cádmio é amplamente utilizado nas indústrias automobilísticas e de telecomunicações, sendo também aplicado em menores proporções no preparo de pigmentos (de tintas e vernizes), indústrias de PVC e de plásticos, baterias, corretivos para acidez de solo, fertilizantes fosfatados, fungicidas, curtumes, etc. (Jordão et al., 1999), sendo assim encontrado em resíduos de siderurgia, lixo urbano, lodo de esgoto (Oliveira, 1995) e rios. A Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (CETESB), em análises no ano de 2000, constatou que os níveis de cádmio encontrados nos rios Capivari, Jundiaí, Atibaia, Piracicaba, Piaçaguera, Mogi e o Alto e Médio Tiête, responsáveis pelo abastecimento de aproximadamente 20 milhões de habitantes, estavam acima dos limites permitidos para a presença do metal (Gratão, 2003). A principal fonte de contaminação dos seres humanos por cádmio é pela ingestão de alimentos contaminados, através dos resíduos industriais, onde a água é o principal veículo de transporte do metal. (AU)

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