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Terapia gênica na epilepsia: ação antiepiléptica da injeção intra-hipocampal do Adenovirus (RAAV) associado ao gene de expressão do neuropeptídeo Y (RAAV-NPY) em saguis (Callithrix jacchus) submetidos ao modelo de pilocarpina

Resumo

As epilepsias do lobo temporal (ELT) são altamente refratárias aos tratamentos farmacológicos. Muitos pacientes com epilepsia tornam-se resistentes às drogas (20-30%), enquanto que, outros pacientes com padrões semelhantes de crises apresentam controle das crises com a medicação existente. Modelos animais de epilepsia que melhor se assemelhem e traduzam as implicações de uma condição epiléptica humana, assim como novas estratégias terapêuticas, são instrumentos valiosos para o estudo das ELT e podem permitir o desenvolvimento de terapias mais eficazes de tratamento. O modelo da pilocarpina em sagüis foi recentemente desenvolvido no laboratório, sendo que inúmeras possibilidades de estudo da epileptogênese e dos efeitos antiepileptogênicos de uma nova estratégia anti epiléptica baseada na transferência in vivo do vetor de adenovirus-associado (AA V) do gene de neuropeptídeo Y (NPY) foram abertas a partir deste modelo. Objetivo: investigar a hipótese de que a administração de NPY afeta o desenvolvimento do processo de ictogênese e, se possível, de epileptogênese, e assim avaliar os efeitos de uma nova estratégia antiepiléptica baseada na transferência in vivo do vetor de adenovirus-associado (AA V) do gene de neuropeptídeo Y (NPY) no modelo da pilocarpina. Além de determinar se, os déficits nos processos mnemônicos decorrentes da evolução da doença, são melhorados com a terapia. Hipótese: espera-se que a superexpressão gerada pelo vetor de adenovirus-associado (AA V) do gene de neuropeptídeo Y (NPY) possa mediar a inibição da neurotransmissão excitatória glutamatérgica no hipocampo, gerar neuroproteção e impedir ou mesmo minimizar os eventos crônicos da doença, podendo representar uma eficaz estratégia antiepiléptica. (AU)