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Avaliação imunohistoquímica de elementos da resposta imune e metaloproteinases em lesões cutâneas na cromoblastomicose

Processo: 13/07994-1
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de julho de 2013 - 30 de junho de 2015
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Anatomia Patológica e Patologia Clínica
Pesquisador responsável:Carla Pagliari
Beneficiário:Carla Pagliari
Instituição-sede: Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Pesq. associados:Maria Irma Seixas Duarte ; Mírian Nacagami Sotto ; Paulo Ricardo Criado
Assunto(s):Cromoblastomicose  Imuno-histoquímica  Metaloproteinases  Resposta imune 

Resumo

A Cromoblastomicose é uma infecção fúngica crônica que acomete a pele e tecido subcutâneo. Os mecanismos de defesa do hospedeiro na cromoblastomicose não foram investigados em profundidade. Sabe-se que há predomínio de resposta imune celular, com fagocitose de fungos mediada por macrófagos, sem, entretanto haver morte freqüente dos fungos. Há também participação de células de Langerhans (CL) e dendrócitos Fator XIIIa+ e resposta imune celular mediada por linfócitos TCD4+ com produção de citocinas de perfil Th1 no controle da infecção por F. pedrosoi. A forma grave é caracterizada pela produção de IL10 e TNF-alfa, que associados a baixa produção de IFN-gama resultam em resposta imune celular deprimida e gravidade da doença. Pacientes com a forma média apresentam alta produção de IFN-gama e baixos níveis de IL-10. Macrófagos do tipo M2 são descritos como imunomoduladores e se relacionam a cronicidade de certas doenças. As CL são importantes células dendríticas, atualmente descritas pela expressão específica de Langerina. Trabalhos recentes, entretanto, têm considerado uma nova população de células Langerina+ na derme que poderia não estar relacionadas às CL. Esse subset não foi ainda bem estudado na derme humana. A capacidade de ligar-se a elementos da parede de diversos fungos levou alguns autores a considerarem a Langerina como importante receptor para esses patógenos. A IL17 parece ter papel pivotal na imunidade protetora contra fungos. no presente projeto pretendemos contribuir ao estudo da caracterização da resposta tecidual cutânea na cromoblastomicose, verificando a presença de macrófagos M2, metaloproteinases, elementos da matriz extracelular, citocinas de perfil Th17 e células de com expressão de langerina. Especificamente: Verificar através de método imunohistoquímico a expressão de arginase 1, CD206, que são marcadores de macrófagos M2.Verificar a expressão das metaloproteinases MMP 2 e 9, laminina, fibronectina e colágeno IV.Demonstrar a presença de células com expressão de IL17, IL22 e IL23. Demonstrar a expressão de langerina e comparar com dados anteriores sobre a expressão de células de Langerhans CD1a+. Serão estudadas 30 biópsias de pele selecionadas do arquivo do Laboratório de Dermatopatologia da Divisão de Clínica Dermatológica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, de doentes com diagnóstico clínico e anátomo-patológico de cromoblastomicose. Dez fragmentos de pele normal constituirão o grupo controle. O estudo histopatológico das lesões será feito através da coloração de Hematoxilina-Eosina. A pesquisa será feita por método imunohistoquímico, utilizando-se anticorpos específicos e o sistema estreptavidina-biotina ou polimeros. Os protocolos de reação a serem empregados são os já padronizados no Lab. da Disciplina de Patologia de Moléstias Transmissíveis da FMUSP, onde o trabalho será desenvolvido. Alem disso, pretendemos utilizar microscopia confocal para estudar as matriz-metaloproteinases 2 e 9. (AU)

Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
DE LIMA SILVA, ALINE ALVES; CRIADO, PAULO RICARDO; NUNES, RICARDO SPINA; FERREIRA DA SILVA, WELLINGTON LUIZ; KANASHIRO-GALO, LUCIANE; SEIXAS DUARTE, MARIA IRMA; SOTTO, MIRIAN N.; PAGLIARI, CARLA. In Situ Immune Response in Human Chromoblastomycosis - A Possible Role for Regulatory and Th17 T Cells. PLoS Neglected Tropical Diseases, v. 8, n. 9 SEP 2014. Citações Web of Science: 5.

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