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Integração do programa de assistência, ensino e pesquisa em estresse e doenças afetivas a partir da avaliação da história de maus tratos na infância e adolescência em serviços de saúde para o tratamento dos Transtornos de Humor em Adultos nos diferentes níveis de atenção em saúde mental

Processo: 12/51759-4
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Pesquisa em Políticas Públicas para o SUS
Vigência: 01 de julho de 2013 - 30 de junho de 2015
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Psiquiatria
Convênio/Acordo: CNPq - PPSUS
Pesquisador responsável:Mario Francisco Pereira Juruena
Beneficiário:Mario Francisco Pereira Juruena
Instituição-sede: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Assunto(s):Depressão  Transtorno bipolar  Saúde mental  Atenção à saúde  Estresse  Maus-tratos infantis  Transtornos do humor  Infância  Adolescência 

Resumo

Este projeto visa integrar a organização da atenção básica e especializada em Saúde Mental dos serviços de diagnóstico e terapêutica em Transtornos do Humor Depressivo e Transtorno Bipolar para estes pacientes com história de estresse precoce. Os eventos estressantes da vida, considerados como quaisquer mudanças no ambiente que normalmente induzem a um alto grau de tensão e interferem nos padrões normais de resposta do indivíduo, têm sido associados a uma grande variedade de transtornos físicos e mentais. A Depressão e os Transtornos do Humor são quadros complexos que se constituem em um desafio para a saúde coletiva em virtude dos altos índices de recorrência e de mortalidade sendo os transtornos que mais incapacitação desencadeiam em saúde. Entre os fatores associados à depressão na vida adulta, encontram-se a exposição aos estressores na infância, como a morte dos pais ou substitutos, as privações materna ou paterna por abandono, separações ou divórcio, entre outros. Crescentes evidências indicam que o abandono, o mau trato e o abuso na infância e adolescência são fatores de risco para os transtornos do humor. Estudos sugerem que o estresse nas fases iniciais de desenvolvimento pode induzir alterações persistentes na capacidade do individuo em responder ao estresse na vida adulta e que esse mecanismo pode levar a uma maior suscetibilidade à depressão e aos transtornos do humor como: a distímia e o transtorno afetivo bipolar. Como o eixo hipotálamo-pituitária-adrenal (HPA) é ativado em resposta a estressores, eventos estressantes no início da vida podem também ter um papel etiológico significativo nas anormalidades do eixo HPA encontradas em pessoas que experimentam transtornos do humor. No entanto, devido a grande variedade de estressores, assim como os diferentes subtipos de depressão, os achados dos estudos atuais têm sido inconsistentes, principalmente na prática clínica, sendo assim, tornam-se necessários mais estudos para que se possa elucidar os mecanismos envolvidos na ligação entre maus tratos na infância e o desenvolvimento de psicopatologias na vida adulta. O objetivo deste estudo será avaliar a correlação entre eventos estressantes nas fases iniciais de desenvolvimento como os maus tratos (abuso físico, sexual, negligência ou estresse precoce) na infância e alterações específicas nos diferentes subtipos de depressão. Este projeto visa integrar a organização da atenção básica e especializada em Saúde Mental dos serviços de diagnóstico e terapêutica em Transtornos do Humor Depressivo e Bipolar reorganizando e integrando a rede de atenção Ambulatorial com o Hospital Dia de internação parcial para estes pacientes com história de estresse precoce. Trata-se de um projeto para avaliar a história de maus tratos na infância e adolescência em serviços de saúde para o tratamento dos Transtornos de Humor em Adultos nos diferentes níveis de atenção, as amostras de pacientes com transtorno do humor serão avaliados e no Programa de Assistência, Ensino e Pesquisa em Estresse e Doença Afetiva (do Humor) do Hospital Dia Psiquiátrico e no Ambulatório de Transtornos do Humor do HC-FMRP/USP- Departamento de Neurociências e Ciências do Comportamento Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) Universidade de São Paulo (USP), mas também no sistema de referência e contra referência nos diferentes níveis de atenção, caracterizando-se por ser em rede de Saúde Mental nos serviços de Psiquiatria do HC-FMRP-USP (nível primário, secundário e terciário). Serão recrutados três grupos: um grupo de pacientes com história de maus tratos na infância, negligência e/ou estresse precoce e com diagnóstico atual de episódio depressivo unipolar ou bipolar; um grupo de pacientes sem história para maus tratos na infância negligencia e/ou estresse precoce e com diagnóstico atual para episódio depressivo unipolar e/ou bipolar e um grupo de controles saudáveis. Os pacientes serão avaliados pela Entrevista Clínica Estruturada para Transtornos de Eixo I e II do DSM-IV (SCID-I e II); para o diagnóstico de depressão, para a avaliação da gravidade da psicopatologia serão utilizadas as Escala de Avaliação de Depressão de Hamilton e o Inventário de Depressão de Beck II. Será utilizado também o Inventário de Ansiedade de Beck, o Inventário de Suicídio de Beck e a Escala de Desesperança de Beck, além da Escala de Impulsividade de Barrat e do SCL-90. A presença de Estresse Precoce será confirmada através da aplicação do Questionário Sobre Traumas na Infância (QUESI). Todos os sujeitos coletarão amostras de cortisol salivar, estas serão coletados ao despertar (tempo 0), 30 e 60 minutos após despertar e às 9h antes das avaliações psicométricas. Pode-se elaborar a hipótese que, diante de um estressor precoce grave como o mau trato intrafamiliar, o indivíduo com vulnerabilidade biológica possui maior probabilidade de apresentar Transtornos do Humor como a Depressão e Transtorno Bipolar. O que sem duvida permitirá avanços no conhecimento, fornecendo subsídios para a tomada de decisões para as políticas de saúde adotadas pelo Sistema Único de Saúde - SUS em relação ao diagnóstico e Tratamento dos Transtornos do Humor e proporcionará, direta e indiretamente, melhorias na qualidade de vida destes pacientes, de suas famílias e da comunidade. (AU)

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