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De Olinda à Holanda: a circulação de objetos e saberes no Atlântico holandês, 1600-1700

Processo: 13/11166-7
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Livros no Brasil
Vigência: 01 de agosto de 2013 - 30 de setembro de 2014
Área do conhecimento:Ciências Humanas - História - História do Brasil
Pesquisador responsável:Silvia Hunold Lara
Beneficiário:Silvia Hunold Lara
Instituição-sede: Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Assunto(s):Cultura material  Invasões holandesas  América Portuguesa  Período Colonial (1500-1822) 

Resumo

Este livro examina a circulação de pessoas, objetos e saberes entre a América Portuguesa e os Países Baixos durante o século XVII, a fim de entender o processo de formação de um conjunto de conhecimentos sobre o Novo Mundo na Holanda seiscentista. Iniciado já no século XVI, quando mercadores flamengos e holandeses faziam comércio nas costas da América Portuguesa, este processo ganhou enorme impulso a partir do estabelecimento da colônia holandesa no nordeste do Brasil em 1630. Para entender como os encontros coloniais e as trocas de objetos naquele período geraram um conjunto de saberes coloniais, analisa-se a coleção de curiosidades do conde Johan Maurits van Nassau-Siegen (1604-1679), que foi governador do Brasil holandês entre 1637 e 1644. Neste período, Nassau montou uma coleção particular que incluía espécies naturais, artefatos e representações visuais da natureza, paisagem e dos habitantes da colônia. A pesquisa realizada permitiu identificar os objetos que faziam parte da coleção, descobrir como Nassau os adquiriu e, mais importante, entender qual sentido e quais usos ele dava a ela. As fontes utilizadas foram os próprios objetos que fizeram parte da coleção nassoviana e que hoje ainda existem e estão dispersos por museus e bibliotecas européias, bem como livros publicados na Holanda sobre o Novo Mundo; diários e relatos de funcionários da Companhia das Índias Ocidentais; correspondência e relatos de membros da corte holandesa. As conclusões deste livro dizem respeito à maneira como o conde de Nassau construiu sua carreira política na Europa depois e a partir de sua experiência no Brasil, assim como à natureza dinâmica da construção dos saberes coloniais, compostos por camadas de experiências dos mais diversos sujeitos. (AU)

Matéria(s) publicada(s) na Agência FAPESP sobre o auxílio:
Coleção de Maurício de Nassau inspira investigação antropológica 
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