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Status de ferro em ratos alimentados com rações hiperlipídicas e deficientes em magnésio: contribuição da inflamação sistêmica e do microambiente intestinal

Resumo

Obesidade, caracterizada pela expansão do tecido adiposo, pode promover quadro inflamatório sistêmico que está envolvido na etiologia de doenças crônicas não-transmissíveis. A deficiência dietética de magnésio (Mg), frequentemente observada em estudos populacionais, é condição que pode contribuir para o processo inflamatório em obesos. Essa condição, por sua vez, pode influenciar de maneira indireta a homeostase de ferro (Fe) nesses indivíduos. O presente projeto apresenta como proposta avaliar a influência do consumo de rações hiperlipídicas e deficientes em Mg no processo inflamatório e a sua repercussão no status de Fe de ratos Wistar, machos e recém-desmamados, alimentados com rações hiperlipídicas e deficientes em Mg. Rações controle e hiperlipídicas (constituídas de mistura de óleo de soja e banha suína), adequadas e deficientes em Mg (30% das recomendações para roedores), serão oferecidas ao longo de 60 dias (tempos 15, 30 e 60 dias). Com o objetivo específico de avaliar a influência da microbiota intestinal, os animais receberão mistura de antibióticos (1 g/L de ampicilina + 1 g/L de neomicina) na água durante os últimos 20 dias de experimento. Marcadores de inflamação e de permeabilidade intestinal serão investigados pela interpretação de parâmetros bioquímicos, histológicos e de expressão gênica e relacionados com o status de Fe e genes relacionados com a homeostase de Fe. O presente estudo pretende desta forma, contribuir para o conhecimento dos fatores que possam influenciar a homeostase do Fe na inflamação, particularmente em indivíduos obesos deficientes em Mg, e fornecer subsídios para o desenvolvimento de estratégias nutricionais que visem a melhoria do status de Fe nestes indivíduos. (AU)