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Avaliação funcional e inflamatória de pulmões submetidos ao tratamento de solução salina hipertônica em modelo de morte encefálica

Resumo

O transplante pulmonar, quando indicado no tratamento da doença pulmonar avançada, propicia uma melhor qualidade de vida e sobrevida. Os cuidados com o doador para a preservação dos pulmões é fundamental para uma boa função pulmonar pós transplante. Sabe-se que as alterações relacionadas à morte encefálica repercutem na viabilidade de órgãos para doação, pois comprometem a bioquímica celular e causam disfunções hemodinâmicas e fisiológicas. Esses agravos causam desequilíbrio da ventilação/perfusão e ativação do sistema imune com aumento das interleucinas IL-1b e IL-6 e fator de necrose tumoral (TNF-a), potencializando assim o risco de lesão pulmonar na reperfusão do órgão. A solução salina hipertônica a 7,5% (SSH-7,5%) apresenta importante efeito imunomodulatório inibindo a ativação leucocitária, podendo ser considerada um pré-tratamento em doadores de órgãos. Este projeto tem como objetivo estudar a evolução da função pulmonar, da mecânica ventilatória e da cascata inflamatória durante as primeiras 6 horas pós morte encefálica em animais submetidos ao tratamento com SSH-7,5%. Este estudo será realizado nos Laboratórios de Investigação Médica LIM 11 e LIM 61 da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). Serão utilizados 40 ratos Wistar machos, provenientes do biotério da FMUSP, pesando entre 250 e 350 gramas. Os animais serão anestesiados em câmara fechada com isoflurano a 5% e submetidos à intubação orotraqueal para ventilação mecânica através de ventilador flexiVent com FiO2 de 100 %, volume corrente de 10 mL/kg e 70 ciclos por minuto. Os animais serão submetidos à tricotomia da região cervical lateral direita, região mediana longitudinal do dorso e do crânio com posterior antissepsia local. A artéria carótida direita e a veia jugular direita serão canuladas utilizando respectivamente os cateteres de polietileno Clay Adams PE-10 e PE-50. O cateter da artéria será conectado a um transdutor de pressão acoplado a um sistema multicanal computadorizado de aquisição de dados. A veia jugular será reservada para infusão de líquidos. Os 40 ratos serão divididos em quatro grupos: (1) Falso-operado: ratos submetidos à trepanação sem morte encefálica; (2) Controle: ratos tratados com solução salina isotônica a 0,9% (4 mL/kg) imediatamente após a morte encefálica; (3) Salina Hipertônica 0h: ratos tratados com SSH-7,5% (4 mL/kg) imediatamente após a morte encefálica; (4) Salina Hipertônica 1h: ratos tratados com SSH-7,5% (4 mL/kg) decorridos 60 minutos da morte encefálica. Os animais serão submetidos à trepanação e posterior inserção intracraniana de um cateter Fogarty-4F. A morte encefálica será induzida através da rápida insuflação do cateter com solução salina e confirmada por pico hipertensivo, ausência de reflexos, midríase bilateral e apnéia. Em seguida a anestesia será suspensa. Os parâmetros hemodinâmicos, frequência cardíaca e pressão arterial média, serão monitorados e registrados continuamente. Os dados de complacência, elastância e Curva PV serão fornecidos pelo ventilador Flexivent antes e após a morte encefálica. Amostras de sangue serão coletadas da artéria carótida para determinação do pH, pO2, pCO2, sódio, potásssio, cálcio, cloro e lactato. Amostras do sobrenadante de homogenato do tecido pulmonar serão utilizadas para a determinação da concentração de citocinas. As concentrações séricas do TNF-±, IL-1², IL-6, IL-10 serão determinadas por enzima-imunoensaio. Os resultados serão expressos em média ± erro padrão da média e avaliados pela análise de variância (ANOVA) seguida do Teste de Tukey-Kramer para múltiplas comparações ou, quando apropriado, será utilizado o teste não paramétrico de Kruskall-Wallis seguido do Teste de Dunn. O nível de significância adotado será de 5% (p<0,05). (AU)

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