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Desenvolvimento Econômico e Financiamento Externo: Relações entre Brasil, Estados Unidos e FMI no Governo de Juscelino Kubitschek (1956-1961).

Processo: 13/11341-3
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Livros no Brasil
Vigência: 01 de outubro de 2013 - 30 de setembro de 2014
Área do conhecimento:Ciências Sociais Aplicadas - Economia - Economia Internacional
Pesquisador responsável:Pedro Paulo Zahluth Bastos
Beneficiário:Pedro Paulo Zahluth Bastos
Instituição-sede: Instituto de Economia (IE). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Assunto(s):História econômica  Financiamento externo 

Resumo

Com fim da Segunda Guerra Mundial, estabeleceu-se no mundo uma nova conformação política e econômica derivada dos resultados do conflito. De um lado, constitui-se o bloco socialista sob a liderança soviética, ao qual, em 1949, se juntaria a China, de outro lado, formou-se o bloco dos países capitalistas liderados pelos Estados Unidos que saíra da guerra como a maior potência econômica e militar do globo. O mundo capitalista, a partir daí, reestruturou-se, restaurando as forças produtivas industriais das anteriores economias mais desenvolvidas. Receberam estas, para que se mantivessem como nações capitalistas, o auxílio dos Estados Unidos, através do Plano Marshall para Europa e de volumosa ajuda econômica para o Japão. Reconfigurou-se, então, um novo sistema de acumulação baseado, a princípio, na esfera industrial sob moldes mais concentrados e expandidos internacionalmente por meio da constituição das empresas multinacionais. Estava conformada, portanto, uma nova estrutura de competição por mercados tanto nos países do centro mais desenvolvido, quanto na periferia. Países subdesenvolvidos como o Brasil, buscavam, ao mesmo tempo, inserir-se de maneira menos subalterna ao renovado sistema capitalista, concatenando esforços para constituir forças produtivas industriais que permitissem melhor posição na divisão internacional do trabalho. O Plano de Metas do governo de Juscelino Kubitschek (1956-1961) era a tentativa que se faria para a complementação desse projeto. A dependência em relação aos produtos primários de exportação, principalmente o café, seria o limitante que obrigaria o país a melhor barganhar opções para essa inserção, pois havia necessidade de capital e tecnologia não disponíveis localmente. Muitos dos investimentos necessários foram conseguidos junto à Europa e ao Japão, mas a ajuda econômica dos Estados Unidos era ainda imprescindível. O propósito deste trabalho é exatamente o de analisar os pleitos brasileiros e as exigências que enfrentaria caso quisesse obtê-los. A resposta e os interesses norte-americanos nas suas relações com o Brasil não eram exatamente aqueles que estavam dentro das expectativas brasileiras de desenvolvimento econômico. (AU)