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Bioatividade de vidros compostos por nióbio: estudo experimental in vivo

Processo: 13/14035-0
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de outubro de 2013 - 30 de setembro de 2015
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Morfologia - Histologia
Pesquisador responsável:Jose Angelo Camilli
Beneficiário:Jose Angelo Camilli
Instituição-sede: Instituto de Biologia (IB). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Pesq. associados: Ana Claudia de Souza
Assunto(s):Biomateriais  Vidro  Óxido de nióbio  Reparo ósseo  Bioatividade 

Resumo

Os biomateriais são usados em diversos campos da medicina e odontologia e, até os anos 70 se caracterizavam apenas por serem materiais bioinertes. No ano de 1970 o pesquisador Larry L. Hench desenvolveu o primeiro vidro bioativo, o Bioglass®. Esse vidro é um tipo de biomaterial, produzido a partir do complexo SiO2 - CaO - Na2O que possui a capacidade de formar pontes entre o material e o tecido vivo, além de ser bioinerte. A descoberta do Bioglass® incentivou inúmeros pesquisadores a desenvolverem outros materiais que também apresentassem as mesmas propriedades dos biovidros de Hench, porém, nenhum desses materiais apresentava resistência mecânica suficiente para o reparo de ossos sob carga constante. Estudos tem demonstrado que a introdução do óxido de nióbio na composição de ligas metálicas melhora a resistência mantendo a biocompatibilidade desses biomateriais. Por outro lado, é escasso o número de estudos que avaliaram o óxido (Nb2O5) incorporado aos vidros bioativos. Nesse contexto, o objetivo do presente estudo será avaliar as propriedades bioativas de biovidros contendo diferentes concentrações do óxido de nióbio em ratos da linhagem wistar. Para isso, o material, na forma de pó será implantado em ratos para análise de suas propriedades osteoindutivas, usando o Bioglass 45S5 (Bioglass®) num grupo controle. Além disso, bastões vítreos compostos pelas mesmas concentrações do Nb2O5 daqueles na forma de pó serão implantados no terço proximal da tíbia dos ratos, para avaliar a capacidade de osteointegração do material. Os animais serão sacrificados com 2 e 4 semanas pós- cirurgia para avaliação da resposta tecidual frente ao implante do biomaterial no músculo e osso. Cortes histológicos serão obtidos e corados com H&E para análise dos efeitos dos implantes quanto às propriedades de osteocondução e osteoindução. Será ainda realizada marcação tecidual com técnicas de imuno-histoquímica para avaliar a capacidade do material de estimular a angiogênese. (AU)