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A melatonina e seu efeito citoprotetor na maturação oócitos mamíferos

Processo: 13/15374-3
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de abril de 2014 - 31 de março de 2016
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Medicina Veterinária - Reprodução Animal
Pesquisador responsável:Cláudia Lima Verde Leal
Beneficiário:Cláudia Lima Verde Leal
Instituição-sede: Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos (FZEA). Universidade de São Paulo (USP). Pirassununga , SP, Brasil
Assunto(s):Biotecnologia da reprodução  Fertilização in vitro animal  Criopreservação animal  Oócitos  Apoptose  Melatonina 

Resumo

Com todos os avanços na área da produção in vitro (PIV) de embriões de várias espécies domésticas, a produção ainda está aquém do desejável. Dentre os diversos fatores que podem interferir nos resultados da PIV, a etapa de maturação in vitro (MIV) durante a PIV, certamente tem papel relevante. Diversos são os fatores que estão envolvidos no controle da maturação oocitária e na resultante qualidade e competência do oócito. A melatonina é um hormônio sintetizado na pineal e que apresenta diversas funções, como atividade antioxidante e antiapoptótica, além de influenciar diferentes vias de sinalização celular. Ainda há poucos estudos sobre o papel de melatonina na maturação de oócitos e o camundongo, por sua rápida reprodução e menor custo de manutenção, é um excelente modelo para estudos in vitro e in vivo. Em suínos também há poucos estudos sobre a melatonina e a maturação, embora seja uma espécie de interesse não só comercial, mas também de interesse biomédico, para vários estudos em humanos. Assim sendo, propomos estudar o efeito da melatonina sobre a maturação in vivo e in vitro em oócitos de camundongos e in vitro em oócitos de suínos e seu papel como agente citoprotetor para gametas mamíferos. O projeto está dividido em dois blocos, sendo o Bloco I a parte relativa ao estudo em murinos e o Bloco II a parte relativa aos suínos. No Bloco I será investigado o efeito da melatonina (0, 10 e 20 mg/kg/i.p. por 2-3 dias) sobre a maturação in vivo oócitos de camundongas. Os oócitos (OO) maturados in vivo serão coletados e separados das células do cumulus (CC) e avaliados quanto à taxa de maturação e as CC quanto à expressão de genes relacionados à apoptose (Bax e Bcl2) e enzimas antioxidantes (GPx e SOD). No Experimento 2, os animais serão preparados como no experimento anterior, mas os CCOs coletados imaturos e maturados in vitro por 14-16 h. As avaliações serão as mesmas já descritas. No Experimento 3, os animais serão tratados como no segundo experimento, mas sem uso de melatonina nos animais, que será utilizada somente durante a MIV por 14-16 h, realizando as mesmas avaliações. No último experimento, serão obtidos CCOs como no Experimento 3, e estes serão desafiados durante a MIV com um agente causador de apoptose (peróxido de hidrogênio) associado ou não à melatonina, para determinar a capacidade citoprotetora da mesma. Após a MIV serão feitas as avaliações de taxa de MIV, a mensuração dos níveis de ATP dos OO e de expressão gênica nas CC. No Bloco II será avaliado o efeito protetor da melatonina na maturação in vitro sobre o desenvolvimento e resistência à criopreservação de embriões partenogenéticos suínos produzidos in vitro. Para tanto, a melatonina será adicionada em diferentes concentrações durante a MIV (0, 10-6 e 10-9 M) e serão feitas as seguintes avaliações: Exp. 1: taxa de maturação e distribuição de grânulos corticais às 36, 40 e 44 h de MIV; Exp. 2: expressão de enzimas antioxidantes nas CC (catalase, SOD e GPx); Exp 3. Melhor concentração de melatonina na MIV (selecionada nos experimentos anteriores) e efeito sobre taxa de clivagem e de blastocistos após ativação partenogenética e expressão de Bax e Bcl-2 e número de células apoptóticas nos embriões; Exp. 4: criopreservação de embriões de oócitos maturados com e sem melatonina e determinação da taxa de re-expansão, eclosão e células apoptóticas. (AU)

Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
DE CASTRO, FERNANDA CAVALLARI; COELHO CRUZ, MARIA HELENA; VERDE LEAL, CLAUDIA LIMA. Role of Growth Differentiation Factor 9 and Bone Morphogenetic Protein 15 in Ovarian Function and Their Importance in Mammalian Female Fertility - A Review. ASIAN-AUSTRALASIAN JOURNAL OF ANIMAL SCIENCES, v. 29, n. 8, p. 1065-1074, AUG 2016. Citações Web of Science: 15.

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