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Efeito pró-regenerativo do glicirrizinato dipotássio no músculo estriado esquelético após envenenamento botrópico experimental

Processo: 13/10163-4
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de janeiro de 2014 - 31 de dezembro de 2015
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Biofísica - Biofísica Celular
Pesquisador responsável:Thalita Rocha
Beneficiário:Thalita Rocha
Instituição-sede: Universidade São Francisco (USF). Campus Bragança Paulista. Bragança Paulista , SP, Brasil
Bolsa(s) vinculada(s):13/22004-8 - Efeito pró-regenerativo do Glicirrizinato Dipotássio no músculo estriado esquelético após envenenamento botrópico experimental, BP.TT
Assunto(s):Mordeduras de serpentes  Bothrops  Venenos de serpentes  Citocinas  Miogenina  Fatores de regulação miogênica  Ácido dlicirrízico  Glicirrizinato dipotássico  Regeneração (fenômenos biológicos) 

Resumo

Os Viperídeos no Brasil são responsáveis pela maioria dos casos de envenenamento por serpente, sendo 87,5% destes eventos atribuídos ao gênero Bothrops ("jararaca", "jararacuçu", "urutu-cruzeiro", "cotiara", "jararaca-do-rabo-branco", "malha-de-sapo", "patrona", "surucucurana", "combóia", "caiçara"). Tais venenos, bem como a maioria de suas frações têm, predominantemente, ação miotóxica. A elevada incidência destes acidentes associada à ineficácia do soro antiofídico em reverter os danos teciduais locais torna-se necessária à busca por terapias alternativas para o tratamento do envenenamento. O Glicirrizinato Dipotássio (GD - C42H60K2016), derivado do Ácido Glicirrízico (AG - C42H62O16), tem sido amplamente utilizado na indústria farmacêutica e cosmética por suas inúmeras funções, entre elas ação antitumoral, anti-histamínica, antibiótica e anti-inflamatória. Durante o processo de mionecrose eventos moleculares, como a expressão de citocinas, são observados e corroboram para as alterações celulares. Sabe-se que o TNFa e o IFNg atuam paralelamente nas fases iniciais do envenenamento (3 horas) e regeneração (3 dias), sendo este processo concluído após 21 dias. Durante a regeneração as células satélites ativadas rapidamente passam a expressar MyoD. Os mioblastos gerados irão se diferenciar e, então, fundir para formar novas miofibras multinucleadas ou fundir com fragmentos finais de miofibras já existentes. A miogenina é crucial para o processo de diferenciação das células miogênicas in vivo e sua ação em ativar a expressão de genes do músculo esquelético ocorre logo após a atividade transcricional de MyoD. Considerando os potenciais efeitos do GD sobre diversos tecidos, o objetivo deste estudo será avaliar, in vivo, a ação protetora do GD sobre a histoarquitetura do músculo gastrocnêmio, e sua possível contribuição na expressão proteica de MyoD, miogenina, IFNg e TNFa, após envenenamento botrópico experimental. Para isso, camundongos serão divididos em 4 grupos: grupo V (com injeção i.m. de 100 µL de veneno de Bothrops jararacussu - 100 µg/mL), grupo GD (com injeção i.m. de 100 µL de GD a 2% - 100 µL, 1,4 mg/g do peso do animal), grupo V+GD (com injeção i.m. do veneno e GD a 2%) e grupo naïve (N). A aplicação do GD para o grupo V+GD ocorrerá uma hora após o procedimento de inoculação do veneno. Os animais serão sacrificados nos tempos de sobrevida de 3 e 24 h, 3, 7 e 21 dias após a injeção, e os músculos dissecados serão utilizados para as metodologias de microscopia eletrônica, imunohistoquímica e western blotting. A realização destas técnicas permitirá a caracterização histológica da regeneração após mionecrose ocasionada pelo veneno, bem como do efeito pró-regenerativo de GD no músculo gastrocnêmio. Os achados de imunohistoquímica e western blotting permitirão a caracterização destas citocinas e de seu envolvimento no processo de regeneração muscular, regulados/ativados pelas proteínas MyoD e miogenina. (AU)