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Estudo da resposta imune específica e identificação de epitopos do HIV-1 em indivíduos infectados pelo HIV-1 progressores lentos para AIDS e controladores de elite

Resumo

A pandemia do HIV/aids é a mais importante das últimas décadas, tendo infectado mais de 60 milhões e matado mais de 25 milhões de indivíduos, a maioria delas em países em desenvolvimento. Obter uma vacina contra o HIV ou novas formas de tratamento eficazes em todas as regiões do mundo é uma prioridade global. Porém, o principal obstáculo é a enorme variabilidade genética do vírus. Os indivíduos não progressores por longo tempo (LTNP) ou progressores lentos (PLs) e os controladores de elite (CE) constituem cerca de 1-5% do total de infectados e permanecem assintomáticos, livres da progressão para aids por mais de 8-10 anos, com números de células T CD4+ estáveis e acima de 500 céls./mm3, sem antirretrovirais, e por isso são considerados "indivíduos-chave" no estudo de correlatos de proteção / vacinas anti-HIV. Os fatores que determinam a não progressão ou progressão lenta e o papel das células T reguladoras nesses indivíduos não estão totalmente esclarecidos e têm sido pouco estudados em nosso país. As respostas de células T contra o HIV têm um papel fundamental no controle imune do vírus e nas estratégias vacinais, profiláticas ou terapêuticas. Considerando que as principais vacinas em estudo baseiam-se na indução de respostas de células T contra epitopos do HIV de subtipo B, é importante definir os epitopos reconhecidos pelas células T de indivíduos brasileiros e estudar a reatividade cruzada entre epitopos de diferentes subtipos do HIV circulantes no Brasil, avaliando o efeito da variabilidade viral sobre o reconhecimento de epitopos do HIV por células T. Neste estudo, temos como objetivos: A) caracterizar uma coorte de indivíduos HIV-1+ PLs e CE, quanto ao perfil epidemiológico, clínico e laboratorial; B) caracterizar a subpopulação de células Treg e avaliar a sua influência na ativação celular nesses indivíduos; C) identificar epitopos imunodominantes do HIV-1 reconhecidos pelas células T de PLs/CE, e determinar o fenótipo de superfície (CD4+ ou CD8+) das células T implicadas; D) estudar a reatividade cruzada entre os epitopos B, BBr, C e F de isolados brasileiros. (AU)

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