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Dormentes em madeira laminada colada provenientes de espécies de reflorestamento

Processo: 13/50095-8
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas - PIPE
Vigência: 01 de abril de 2014 - 31 de outubro de 2015
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Recursos Florestais e Engenharia Florestal - Tecnologia e Utilização de Produtos Florestais
Pesquisador responsável:Carlito Calil Neto
Beneficiário:Carlito Calil Neto
Empresa:Calil & Icimoto Madeiras Ltda
Município: São Carlos
Bolsa(s) vinculada(s):14/03806-9 - Dormentes em madeira laminada colada provenientes de espécies de reflorestamento, BP.PIPE
Assunto(s):Ferrovias  Dormentes  Madeira  Pinus  Reflorestamento 

Resumo

A via férrea é constituída em duas partes, infra-estrutura e a superestrutura. Um dos componentes mais importantes da superestrutura é o dormente que tem por função receber os esforços produzidos pelas cargas dos veículos. Os dormentes são instalados transversalmente aos trilhos, permitindo sua fixação mantendo invariável a distância entre eles (bitola). Os dormentes possuem a função de receber esforços produzidos pelos veículos ferroviários, amortecer parcialmente as vibrações e transmiti-las ao lastro, proporcionando suporte aos trilhos. As madeiras utilizadas pelo Brasil para a fabricação de dormentes são de essências nobres, como maçaranduba, aroeira, ipê e jacarandá e atualmente a escassez e a exploração ilegal de madeiras nativas consideradas de elevada resistência é o desafio a ser vencido. A dificuldade de encontrar peças estruturais de madeira maciça de grandes dimensões esta cada dia mais presente. Destaca-se então a utilização de madeira de florestas plantadas para a produção de dormentes. Desenvolvida na Alemanha por Otto Hetzer em 1906, a Madeira Laminada Colada (MLC) é um produto estrutural obtido a partir da colagem de pequenas peças de madeira (lamelas) que possuem dimensões relativamente reduzidas se comparadas às dimensões da peça final assim constituída. Este projeto propõe a aplicação da técnica da MLC para desenvolver dormentes com a mesma ou maior capacidade de resistência e durabilidade dos dormentes atualmente utilizados pelas companhias ferroviárias, podendo substituir dormentes de aço, concreto, polímero e madeiras nativas, analisando a interação das variáveis envolvidas: espécie de madeira, adesivo e tratamento preservante de espécies de reflorestamento de Pinus, Lyptus, Paricá e Teca, seguindo recomendações da norma canadense CSA 0177-2006 para os testes de delaminação e cisalhamento na linha de cola e avaliando suas propriedades mecânicas comparando os resultados obtidos com os propostos pela CE-06:100.01 - Comissão de Estudo de Dormentes e Lastros, que revisa a norma NBR7511/2005 - Dormentes de madeira. A metodologia de ensaios mecânicos utilizada para a determinação das propriedades obtidas por meio de flexão estática, compressão normal - placa, resistência ao arrancamento normal e ao arrancamento lateral, está baseada na norma americana The American Railway EngineeringandMaintenance-of-Way Association, AREMA/2009 - Manual for Railway Engineering. A metodologia de ensaio para a determinação da propriedade de dureza Janka está baseada na NBR 7190/1997 - Projeto de estruturas de madeira. Os ensaios serão realizados no Laboratório de Madeiras e Estruturas de Madeira (LAMEM), Escola da Engenharia de São Carlos EESC-USP. (AU)