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MicroRNA expression profile in head and neck cancer: HOX-cluster embedded microRNA-196a and microRNA-10b dysregulation implicated in cell proliferation

Resumo

Evidências indicam que microRNAs estejam relacionados com o desenvolvimento do câncer em humanos e que a análise de padrões de expressão pode ser aplicada em diagnóstico e avaliação de prognóstico para tipo de doença. O papel destas moléculas no câncer epidermoide de cabeça e pescoço (CECP) ainda é pouco conhecido. O CECP, um tumor associado ao consumo de tabaco, é um dos mais comuns no mundo e para o qual marcadores confiáveis de diagnóstico e prognóstico inexistem. A aplicação de microRNAs vem sendo estudada neste contexto. O perfil de expressão de microRNAs em amostras de carcinoma epidermoide oral foi avaliado por microarranjos de DNA. Experimentos do tipo "ganho-de-função" foram realizados para dois microRNAs que apresentaram expressão diferencial entre tumores e margens cirúrgicas livres de tumor utilizando duas linhagens celulares derivadas de carcinoma epidermoide e queratinócitos orais normais. Avaliamos então o efeito da super-expressão no perfil de expressão gênica global e na proliferação celular. Identificamos alterações nos níveis de expressão de 72 microRNAs. Entre eles encontramos moléculas já bem estudadas em câncer, como o cluster miR-17-92, que compreende microRNAs oncogênicos importantes, e o miR-34, recentemente associado ao p53. Os microRNAs miR-196a/b e miR-10b, inseridos no cluster gênico HOX, estavam mais expresso e menos expresso, respectivamente, em tumores quando comparados às suas respectivas margens cirúrgicas. Uma vez que genes HOX, alvos destes microRNAs, geralmente não estão desregulados em CECP, realizamos experimentos de ganho-de-função visando compreender seu possível papel neste tipo de tumor. Nossos resultados indicam que ambas as moléculas interferem na proliferação celular, mas através de processos distintos, possivelmente agindo sobre um pequeno conjunto de genes envolvidos na progressão do ciclo celular. Estudos funcionais sobre microRNAs em CECP são pouco frequentes. Nossos dados apoiam relatos na literatura e trazem novas ideias sobre a ação destas moléculas em CECP. Também demonstramos que miR-196a e miR-10b, que ainda não haviam sido associados ao CECP, podem ter um papel relevante nesta doença através da regulação do ciclo celular. Estudos sobre o mecanismo de ação de microRNAs podem favorecer a compreensão da tumorigênese em CECP e ajudar na descoberta de marcadores relevantes em clínica. (AU)

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