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Literatura e resistência: estudo comparado de viagem à luta armada, de Carlos Eugênio paz, e a geração da utopia, de Pepetela

Processo: 13/17861-9
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Livros no Brasil
Vigência: 01 de dezembro de 2013 - 30 de novembro de 2014
Área do conhecimento:Linguística, Letras e Artes - Letras - Outras Literaturas Vernáculas
Pesquisador responsável:Rita de Cássia Natal Chaves
Beneficiário:Rita de Cássia Natal Chaves
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Literatura  Testemunho  Memória cultural 

Resumo

Este trabalho realiza uma leitura de base comparativa de duas narrativas em língua portuguesa: Viagem à luta armada (1996), do brasileiro Carlos Eugênio Paz, e A geração da utopia (1992), do angolano Pepetela. Sua proposta está centrada na convicção de que ambos os textos se configuram como socialmente resistentes e engajados, ou seja, como obras que refletem criticamente sobre as sociedades de que participam, empenhando-se na análise da realidade sócio-histórica e tomando partido em uma perspectiva de resistência. Resistência, como veremos, ao apagamento da memória das lutas revolucionárias dos anos 1960/70; resistência à derrota que, em momentos diferentes, acabou marcando essas lutas; resistência ainda como atitude contrária à desistência, como insistência no compromisso com a causa da transformação social, com a rebeldia, com o inconformismo e a não-aceitação do estabelecido. Resistência, ainda, e muito especialmente, da própria literatura, já que as duas narrativas revelam a defesa intensa de seus autores do poder da literatura, de sua função social e de seu caráter de ação. (AU)