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Conjugalidades contemporâneas, mídias digitais e negociação dos afetos: a economia das emoções nos sites para infidelidade

Resumo

O fenômeno dos sites voltados para relações extraconjugais é ainda recente no Brasil, mas de acordo com as informações dos administradores dos mesmos, o número de usuários/as vem crescendo exponencialmente no País. Nesta pesquisa me concentro em um destes sites, o Ashley Madison, assim como na análise de algumas ferramentas publicitárias que estes utilizam a fim de divulgar seus serviços, bem como a repercussão na mídia e a aceitação do público alvo. Interessava-me entender como amor e mercado se encontram (Illouz, 2009), como tecnologia e afetos se relacionam no presente. Assim, este projeto encontra desdobramentos em pesquisas já em andamento realizadas por 04 orientandas que também se voltam para questões semelhantes, nas quais gênero, sexualidade, geração, conjugalidade e comportamento afetivo se entrecruzam. O que procuro conhecer e discutir refere-se à maneira como estas pessoas tem expericiado a conjugalidade, "a unidade no par", dentro de um sistema que opera a partir de uma "economia da abundância" (Illouz, 2011) como são os sites de relacionamentos. Interessa-me discutir como o uso das mídias digitais como espaço de textualização de subjetividades, de construção de relações afetivas, tem marcado subjetividades e oferecido, ou não, possibilidades para outras vivências conjugais. Para desenvolver este trabalho parto de referencias que dialogam com os estudos de gênero, epistemologia feminista e a recente bibliografia sobre mídias digitais e subjetividades, além das contribuições socioantropológicas sobre o tema da conjugalidade e dos afetos. A partir de observação participante no referido site, desenvolvo etnografia online, na qual a troca de e-mails tem se mostrado até o momento uma das ferramentas mais eficazes para construção de dados e análises. (AU)