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Investigação do comportamento social pós-puberal em machos e fêmeas advindos do hipotireoidismo materno: correlação para o neurodesenvolvimento do espectro autista?

Resumo

A disfunção tireoidiana materna com destaque no hipotireoidismo causa representativos danos neurológicos para o feto que em muitos aspectos cognitivos se assemelham às alterações neurobiológicas das doenças do espectro autista, como exemplo: alterações de migração cortical, comprometimento de especialização neuronal e modificações nas funções cognitivas. Há uma escassez de estudos para melhor esclarecer e caracterizar as alterações de comportamento na prole pós-puberal, cujo impacto no neurodesenvolvimento intra-útero ocorrera facilitando os prejuízos tardios de sociabilidade animal. Utilizando um modelo murino de hipotireoidismo materno, iremos estudar e caracterizar as alterações em comportamentos sociais da prole após o período puberal, a fim de entendermos os variados aspectos de prováveis alterações cognitivas e motivacionais em machos versus em fêmeas. Realizaremos o estudo com foco em comportamentos vislumbrando agressividade ofensiva e defensiva, vocalização social, e autopreservação (i.e.; medo; ansiedade) bem como, adaptações neurovegetativas (i.e.; regulação térmica). Esse projeto visa correlacionar aspectos etológicos com um grande tema da esfera clínica em humanos no que tange doenças do neurodesenvolvimento e desarranjos sociais mais brandos, porém abrangentes e prevalentes e suas repercussões comportamentais na vida pós-puberal e adulta. (AU)