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Pontos a serem consideradas na extrapolação da contagem de tocas como medida de populações de guaruçá, um importante bioindicador de praias arenosas

Processo: 13/23221-2
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Artigo
Vigência: 01 de dezembro de 2013 - 31 de maio de 2014
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Ecologia
Pesquisador responsável:Alexander Turra
Beneficiário:Alexander Turra
Instituição-sede: Instituto Oceanográfico (IO). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil

Resumo

O uso de medidas indiretas de populações do caranguejo maria-farinha, para avaliar as perturbações em praias arenosas, tem várias vantagens, entre elas, ser fácil, de baixo custo e não-destrutivo. Entretanto, esta estratégia pode acarretar em ruídos nas estimativas de parâmetros populacionais. O aprimoramento desse método pode ampliar o potencial de bioindicador da espécie, permitindo por exemplo a comparação de praias . Este estudo visou analisar em que extensão o número de tocas de caranguejo podem divergir do número real de indivíduos, considerando a morfodinâmica praial, a profundidade da toca e os sinais de ocupação ao redor destas como fatores contribuidores para taxas de ocupação maiores ou menores. As taxas de ocupação de tocas de maria-farinha foram avaliadas em nove praias com elevado grau de preservação, previamente classificadas como dissipativa, intermediária ou reflexiva. Foram dispostos três transectos de 2 m de largura, aleatórios e perpendiculares à linha d'água, onde as tocas foram contadas e escavadas a fim de procurar o animal. A profundidade de cada uma delas e o sinal de atividade recente registrado no entorno também foram registrados. As taxa de ocupação diferiram entre praias, mas a morfodinâmica não foi identificada como um fator de agrupamento. Um número considerável de tocas nas quais não havia sinal de atividade recente estavam ocupadas, sendo que a proporção desses casos também diferiu entre praias. Praticamente todas as tocas com menos de 10 cm de profundidade estavam desocupadas, sendo que a taxa de ocupação tendeu a aumentar gradualmente até uma profundidade em torno de 20-35 cm. Outros métodos além da escavação (água, fumaça e armadilhas) tiveram a eficácia testada cmom método de medida de taxa de ocupação. O uso de armadilhas e escavação foram identificados como os melhores métodos. Estes resultados ilustram o grau de insegurança para comparações entre praias com base em medidas indiretas. Entretanto, o uso da profundidade associado aos sinais de ocupação se mostrou uma ferramenta útil para minimizar erros advindos do método indireto. (AU)

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