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Estudos objetivando aperfeiçoar o método lignina brometo de acetila na quantificação do teor de lignina em plantas forrageiras tropicais

Resumo

Sabe-se que não existe um método ideal para a determinação quantitativa do teor de lignina em produtos vegetais. A quantificação da concentração de lignina pelo método espectrofotométrico lignina brometo de acetila (LBA) vem recebendo atenção de pesquisadores no Brasil e no exterior (cinco de nossos artigos foram citados 304 vezes, sendo mais de 90% por autores estrangeiros - fonte: scholar.google.com.br). Neste método, a lignina da planta é solubilizada numa solução a 25% de brometo de acetila em ácido acético e a densidade óptica (absorbância) mensurada com luz ultravioleta no comprimento de onda a 280 nm. O valor da absorbância é inserido numa equação de regressão por nós desenvolvida e a concentração de lignina na planta obtida (g/kg MS). Para que uma técnica analítica seja mais bem aceita pelos pesquisadores da área, ela deve ser, obviamente, convincente e atrativa. O presente projeto de pesquisa procura fornecer subsídios para alcançar estes objetivos, enfocando análises de diversas espécies de plantas forrageiras, variando estádio de maturidade, separação por tecido vegetal (caule e folha) e vários locais de colheita (estimamos a duração em 2 anos). Será necessário acoplar ao menos um ensaio biológico como referência, por exemplo, a digestibilidade in vitro da matéria seca; e como a lignina está intimamente associada à estrutura fibrosa da parede celular, também o ensaio de digestibilidade in vitro da fibra em detergente neutro (FDN) é altamente recomendado. Procedimentos analíticos empregados para a quantificação da lignina atualmente em uso são questionáveis quanto às suas reais acurácias, particularmente a lignina detergente ácido (LDA), que é um dos métodos mais amplamente utilizado nos dias de hoje. Geralmente, gramíneas e leguminosas mostram diferentes inclinações da reta entre LDA e digestibilidade da matéria seca, sendo a curva mais acentuadamente inclinada para as gramíneas. Esta observação levou vários autores a hipotetizarem que a lignina de gramíneas é mais inibitória à digestão do que a lignina de leguminosas. Entretanto, dados recentes (submetido à publicação) revelaram que para a LBA, a digestibilidade de gramíneas e leguminosas tiveram exatamente as mesmas inclinações da reta, ou seja, a lignina de gramíneas é tão inibitória à digestão quanto é a lignina de leguminosas. É de suma importância verificar se esta constatação tem repetibilidade, e caso positivo, investigar com mais profundidade esta questão da similaridade na ação inibitória da lignina sobre os carboidratos estruturais de gramíneas e leguminosas. Enseja-se, ao final dos experimentos, tentar oferecer uma melhor proposta (em termos de acurácia e precisão na quantificação da lignina, custo e tempo gasto nas análises) em relação aos demais procedimentos analíticos. Logicamente, outros métodos para a quantificação da lignina serão utilizados para fins de comparação e os resultados provenientes de todos os métodos serão correlacionados com os valores de digestibilidade das plantas. (AU)

Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
VELASQUEZ, ALEJANDRO V.; MARTINS, CRISTIAN M. M. R.; PACHECO, PEDRO; FUKUSHIMA, ROMUALDO S. Comparative study of some analytical methods to quantify lignin concentration in tropical grasses. ASIAN-AUSTRALASIAN JOURNAL OF ANIMAL SCIENCES, v. 32, n. 11, p. 1686-1694, NOV 2019. Citações Web of Science: 0.
VELASQUEZ, A. V.; DA SILVA, G. G.; SOUSA, D. O.; OLIVEIRA, C. A.; MARTINS, C. M. M. R.; DOS SANTOS, P. P. M.; BALIEIRO, J. C. C.; RENNO, F. P.; FUKUSHIMA, R. S. Evaluating internal and external markers versus fecal sampling procedure interactions when estimating intake in dairy cows consuming a corn silage-based diet. JOURNAL OF DAIRY SCIENCE, v. 101, n. 7, p. 5890-5901, JUL 2018. Citações Web of Science: 4.

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